Clima: Brasil enfrenta calor e risco de temporais nesta 4ª; confira

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O cenário meteorológico no Brasil nesta quarta-feira (3/6) segue com forte divisão climática. Enquanto uma área de alta pressão atmosférica garante o predomínio de sol e tempo estável nas regiões Centro-Oeste e Sul, os sistemas tropicais e a circulação oceânica mudam completamente o tempo nas demais áreas.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e a umidade que sopra do mar mantêm o sinal de alerta ligado para chuva volumosa e temporais em estados do Norte, Nordeste e ao longo do litoral do Sudeste.

Na Região Sul, o dia amanheceu com temperaturas amenas, especialmente nas serras e nos setores meridionais do Paraná e de Santa Catarina. Sob a influência do sistema de alta pressão posicionado no oceano, o sol brilha entre nuvens na maior parte dos municípios, garantindo uma tarde com sensação térmica agradável.

No entanto, o transporte de umidade marítima injeta nebulosidade nas áreas costeiras, provocando episódios pontuais de chuva fraca e isolada nas praias paranaenses, catarinenses e no litoral sul do Rio Grande do Sul, onde as rajadas de vento podem atingir até 50 km/h.

O mesmo fluxo de umidade do Atlântico continua ditando as regras na Região Sudeste, mantendo o céu encoberto e instável nas áreas mais a leste. Períodos de maior nebulosidade e chuva de intensidade fraca a moderada são registrados desde as primeiras horas do dia na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no sul e litoral de São Paulo, no Espírito Santo e nos setores leste e nordeste de Minas Gerais.

O ponto de maior atenção se concentra entre a Região dos Lagos e o litoral norte fluminense, onde as pancadas ganham força. Em contrapartida, o Triângulo Mineiro e o norte paulista têm tempo firme, mas sofrem com índices de umidade do ar abaixo dos 30%.

Bloqueio atmosférico

No Centro-Oeste, a massa de ar seco mantém o bloqueio atmosférico, garantindo mais uma tarde de calor intenso e céu aberto na quase totalidade de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal.

Apenas o extremo norte mato-grossense pode registrar chuvas rápidas e isoladas devido ao aquecimento diurno. O principal alerta para os moradores da região volta a ser os baixos índices de umidade relativa do ar, que despencam nas horas mais quentes do dia, sobretudo no leste de Mato Grosso e no sul goiano, acompanhados por rajadas de vento de até 50 km/h.

A situação climática se agrava na faixa litorânea do Nordeste, onde as instabilidades ganham forte apoio da circulação marítima. O monitoramento indica risco iminente de temporais e chuva volumosa na região de Salvador, em Sergipe, Alagoas e na metade leste de Pernambuco — trecho costeiro que se encontra em situação de perigo devido aos elevados acumulados previstos.

Pancadas moderadas a fortes também atingem a metade norte do Maranhão, Piauí e Ceará. No sentido oposto, o interior nordestino segue a lógica de tempo firme, quente e com o ar excessivamente seco.

Atividade convectiva

Paralelamente, a Região Norte desponta como o território de maior atividade convectiva do país nesta quarta. A combinação clássica entre a alta umidade amazônica, as elevadas temperaturas e a proximidade da ZCIT favorece o crescimento de densas nuvens carregadas.

Há condições severas para temporais acompanhados de trovoadas em Roraima, no extremo norte do Amazonas e no noroeste e litoral do Pará. O volume de água pode provocar transtornos urbanos nessas localidades, enquanto o centro-sul paraense e o oeste do Acre registram apenas precipitações irregulares.

Por fim, o cinturão que abrange o estado de Rondônia, o Tocantins e as porções meridionais do Amazonas apresenta maior estabilidade atmosférica e predomínio de sol. Apesar do tempo firme nessas áreas, o forte calor vespertino eleva a sensação de abafamento em grande parte da bacia amazônica.

A exceção em termos de umidade fica por conta do sudoeste do Tocantins, que sentirá os reflexos da massa de ar seco que atua no Centro-Oeste, registrando índices críticos de secura no solo e no ar no decorrer da tarde.

Fonte: Metrópoles/Foto: Termômetro em canteiro central da Avenida Nove de Julho, em São Paulo

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