Corpo de Bombeiros realiza ação educativa sobre segurança aquática para crianças e adolescentes do projeto Afam neste sábado (2) em Manaus

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Atividade nas piscinas da Ufam visa conscientizar sobre prevenção de afogamentos e comportamento seguro em ambientes aquáticos

O Projeto Alfabetização Aquática no Amazonas (Afam), desenvolvido pela Faculdade de Fisioterapia e Educação Física da Universidade Federal do Amazonas (Feff/Ufam), realiza neste sábado (2) uma ação voltada à segurança aquática, com participação do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). A atividade será realizada no campus da Feff/Ufam e faz parte do cronograma do projeto, que atende crianças e adolescentes de 6 a 14 anos.

Durante a visita, os bombeiros conduzirão oficinas teóricas e práticas sobre prevenção de afogamentos, além de orientações sobre comportamentos seguros em ambientes aquáticos. De acordo com coordenadora do projeto, professora doutora Kelly de Jesus, da Feff/Ufam, a ação reforça o compromisso do Afam com a formação de cidadãos mais conscientes e preparados para lidar com os riscos presentes em uma região marcada por rios, igarapés e balneários.

“O CBMAM complementa o trabalho dos educadores aquáticos do Afam, oferecendo aulas práticas e teóricas de segurança que proporcionam aos participantes noções cruciais sobre ambientes aquáticos, como rios, lagos e igarapés, tão presentes na vida amazônica. Um exemplo é o reconhecimento de riscos no meio aquático”, destaca.

A professora doutora Karla de Jesus, também coordenadora do projeto, reforça que a prevenção de afogamentos começa com a atuação conjunta da família e da escola, enfatizando a importância de ambos os ambientes na formação de comportamentos seguros desde a infância.

“Embora existam documentos nacionais e internacionais que orientam ações de prevenção de afogamentos, entendemos que, antes da escola, é essencial a presença dos pais em ambientes de risco. Uma vez na escola, a alfabetização aquática e as noções de segurança podem ser trabalhadas, mesmo diante de desafios como a ausência de piscinas”, afirma.

Ela acrescenta que o conceito de “saber nadar” vai muito além da técnica esportiva: “Saber nadar é saber reagir a uma submersão inesperada e involuntária, algo essencial em uma região como a nossa, banhada por rios.”

Ao fim da atividade, o Afam busca não apenas ensinar a nadar, mas também incentivar autonomia, consciência e atitudes preventivas, contribuindo para a redução de afogamentos no Amazonas, que, segundo o CBMAM, registra entre 35 e 40 casos por ano.

 

Texto: Jonathan Ferreira

*Assessoria 

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