Defesa diz que Bolsonaro respondeu a todas as perguntas e considera o caso encerrado

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O ex-presidente Jair Bolsonaro respondeu a todas as perguntas feitas pela Polícia Federal no depoimento que faz parte do inquérito sobre os atos de vandalismo registrados no 8 de janeiro. Questionada sobre as críticas de Bolsonaro ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas, a defesa do ex-titular do Palácio do Planalto considera o assunto encerrado.

“O ex-presidente disse que esse assunto está encerrado e que as eleições de 2022 são páginas viradas. A partir do momento da derrota, ele fez a transição e deixou o país no dia 30”, afirmou o advogado Daniel Tesser após o depoimento desta quarta-feira (26), que durou cerca de três horas.

Ao acompanhar o ex-presidente na saída da PF, o ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência Fábio Wajngarten afirmou que não foram tratados temas como a minuta com teor de golpe encontrada na residência do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres, que está preso desde 14 de janeiro por suposta omissão nos atos extremistas de 8 de janeiro.

Bolsonaro foi incluído no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os episódios de violência por decisão do relator, ministro Alexandre de Moraes. A medida foi tomada após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PGR viu indícios de incitação pública à prática de crime por parte de Bolsonaro quando ele publicou um vídeo nas redes sociais, poucos dias após o 8 de janeiro, no qual questionou o resultado das eleições presidenciais de 2022.

O conteúdo foi excluído posteriormente, mas, no entendimento da PGR, Bolsonaro teria incitado a perpetração de crimes contra o Estado de Direito ao compartilhar a gravação. Segundo o órgão, mesmo que a postagem tenha sido depois dos atos de vandalismo, as condutas do ex-presidente devem ser apuradas.

‘De forma equivocada’

A defesa do ex-presidente afirmou que ele fez a postagem com as críticas ao sistema eleitoral “de forma equivocada”.

“O vídeo foi postado na página do ex-presidente no Facebook quando ele tentava transmiti-lo para o arquivo de WhatsApp, para assisti-lo posteriormente. Por acaso, justamente nesse período, o ex-presidente estava internado em um hospital em Orlando [Estados Unidos], devido a uma obstrução intestinal”, disse o advogado Paulo Cunha. “Essa postagem foi feita de forma equivocada, tanto que duas, três horas depois, ele foi advertido e imediatamente removeu o conteúdo”, completou.

*R7

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