Enem 2026: candidatos com crises de ansiedade ou TOC poderão contar com acompanhante nos dias de prova

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Pela primeira vez, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai permitir que candidatos com transtorno de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) tenham um acompanhante autorizado nos dias de prova.

A novidade está prevista no edital do Enem 2026, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O atendimento especializado inédito também contemplará participantes com fibromialgia — síndrome crônica caracterizada principalmente por dor generalizada no corpo. A condição também costuma provocar fadiga intensa, alterações no sono, dificuldade de concentração e sensibilidade aumentada ao toque.

Tire suas dúvidas abaixo.

🧠 Como funcionará o acompanhamento?

 

Segundo o Inep, participantes diagnosticados com histórico de crise de ansiedade ou TOC poderão solicitar a presença de uma pessoa de suporte. Esse acompanhante ficará em uma sala reservada e monitorada por fiscais, podendo ser acionado em situações de necessidade de acolhimento ou estabilização emocional do candidato.

O espaço também poderá ser usado por profissionais responsáveis por auxiliar participantes que precisem de apoio para ir ao banheiro ou se alimentar durante a aplicação do exame.

Para ter acesso ao recurso, será necessário apresentar documentação comprobatória, como laudo médico, no momento da solicitação do atendimento especializado.

🩺 Lista de atendimentos especializados

 

O Inep afirma que a política de acessibilidade do Enem abrange pessoas com deficiências, transtornos e necessidades específicas de saúde, além de situações como gestação, lactação, internação hospitalar e mobilidade reduzida.

Todos os recursos precisam ser solicitados previamente pelos participantes, conforme os critérios definidos no edital.

Entre os atendimentos já oferecidos estão:

  • prova ampliada e superampliada;
  • videoprova em Libras;
  • leitor de tela em computador;
  • tradutor-intérprete de Libras;
  • leitura labial;
  • auxílio ledor;
  • auxílio para transcrição das respostas;
  • guia-intérprete para pessoas com surdocegueira;
  • mobiliário acessível;
  • sala adaptada para pessoas com mobilidade reduzida;
  • sala para lactantes;
  • aplicação em classe hospitalar;
  • tempo adicional de 60 minutos;
  • calculadora para participantes com discalculia.

 

O Inep destaca que o Enem foi uma das primeiras avaliações do país a adotar prova em Braille. Em 2020, o exame também passou a permitir a escrita e correção da redação nesse sistema tátil, utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão.

📈 Número de atendimentos especializados quase triplicou

 

De acordo com o Inep, o número de participantes que utilizaram atendimento especializado no Enem cresceu fortemente nos últimos anos.

Entre 2022 e 2025, a quantidade de pessoas atendidas passou de 30.856 para 89.770 — um aumento de 191%.

*g1/Foto:  g1 PB

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