“Engolimos mosca”, diz líder do governo após derrota na CPMI do INSS

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O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), avaliou nesta quinta-feira (21/8) como um “erro grave” a falha na articulação da escolha do presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Nessa quarta-feira (20/8), o Planalto foi pego de surpresa com a eleição, no Senado, do comando da CPMI: a expectativa era de que os trabalhos fossem presididos pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), indicado pelo presidente da casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e relatados por Ricardo Ayres (Republicanos-TO), nome do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Quando o placar foi aberto, veio a derrota: Aziz perdeu por 17 votos a 14 para Carlos Viana (Podemos-MG), apoiado pela oposição, e logo após indiciou para a relatoria o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), também oposição. Ambos prometem atuar de forma isenta na CPMI.

“Eu acho que faltou [articulação do governo]. Nós engolimos mosca. Também não é o fim do mundo”, declarou a jornalistas ao término da reunião de líderes, realizada no Colégio da Câmara.

Guimarães relembrou que quando acompanhou duas CPMIs, a do Movimento dos Trabalhadores sem Terra e a do 8 de Janeiro, o governo monitorava a comissão “24 horas por dia” e, assim, “deu tudo certo”.

Embora o líder ache sua base falhou, ele diz que “não é o fim do mundo”. Para ele, “a oposição vai terminar dando um tiro no pé”.

Randolfe “dormiu no ponto”

Sob reserva, governistas disseram ao Metrópoles que o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), “dormiu no ponto” durante a articulação e avaliaram que poderia ser um estopim para ele deixar o cargo.

Mais tarde, o senador assumiu sua culpa pela derrota, que acabou elegendo dois congressistas da oposição. Para ele, o governo subestimou a capacidade de articulação da direita aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ele avaliou, porém, que a movimentação é só “uma partida de um campeonato” e adiantou que o governo vai trabalhar para garantir a “lealdade” do colegiado.

Fonte: Metrópoles/Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

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