Esquerda reage a uso de jatinho de Vorcaro por Nikolas

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Políticos de esquerda repercutiram com críticas, nas redes sociais, o uso do jatinho do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O parlamentar confirmou, nesta terça-feira (3/3), que usou a aeronave para fazer campanha eleitoral para o então presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), acusou Bolsonaro e o ex-presidente do Banco Central, Campos Neto, de “fechar os olhos para as falcatruas no Master”: “Quer dizer então que o deputado Nikolas fez campanha para Bolsonaro em 2022 no avião de Daniel Vorcaro, do banco Master? E a campanha nem declarou essa “contribuição” ao TSE […] E esse pessoal ainda tem o cinismo de querer jogar no colo dos outros esse escândalo financeiro”, afirmou.

Outro ministro do governo Lula, Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou: “E tem gente que cai na ladainha do rapaz…”, escreveu no X.

Já o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que já vinha falando das como relações de Nikolas com cunhado de Vorcaro.

“Eles realizaram uma fraude, inclusive, com a missão de Roberto Campos Neto à frente do BC”, disse o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) disse que protocolou requerimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para convocar Nikolas a prestar depoimento sobre o uso da aeronave, além da quebra de sigilo fiscal e telefônico do parlamentar. “Vai ter que explicar seu envolvimento com o Bolsomaster!”

A deputada Erika Hilton (PSol-SP) também disse que vai acionar o TSE e pedir que o deputado [Nikolas], o pastor [Zettel], o banqueiro [Vorcaro] e o presidiário [Jair Bolsonaro] sejam devidamente investigados. “O povo precisa saber como esse jatinho foi fornecido”, afirmou.

Defesa de Nikolas se manifesta

Em nota, Nikolas Ferreira disse que, na época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião e que o nome de Vorcaro não era de conhecimento público, nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Veja a integra:

“Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político ‘Juventude pelo Brasil’ e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento.

À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vocaro.

Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento.”

Fonte: Metrópoles/Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

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