Perdas não técnicas, como furtos de energia, fraudes e outros desvios, geraram prejuízo de R$ 753,6 milhões à então Amazonas Energia em 2025, segundo relatório da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgado na quinta-feira (2). Atualmente, a distribuição no Amazonas está sob cntrole da Âmbar Energia que adquiriu as operações em leilão da Aneel.
A concessionária que atende o Amazonas teve o segundo maior prejuízo do país, atrás apenas da Light, distribuidora do Rio de Janeiro, que registrou perdas de R$ 1,018 bilhão. Em relação a 2024, quando as perdas somaram R$ 769,7 milhões, o prejuízo da Amazonas Energia recuou 2,1%.
Segundo a Aneel, as perdas não técnicas decorrem principalmente de furtos de energia (“gatos”), fraudes, ligações clandestinas, adulteração de medidores, desvios diretos da rede e falhas de medição ou faturamento.
No país, as perdas não técnicas reconhecidas pela Aneel para fins tarifários totalizaram cerca de R$ 7,9 bilhões em 2025. As perdas não técnicas reais, que correspondem ao total efetivamente registrado pelas distribuidoras, alcançaram R$ 11,5 bilhões.
O relatório também registra que as perdas técnicas — energia dissipada naturalmente durante a distribuição de eletricidade — custaram aproximadamente R$ 11,7 bilhões em 2025. Esses custos são reconhecidos pela Aneel e incorporados às tarifas de energia.
A agência estimou em cerca de R$ 1,5 bilhão o reconhecimento tarifário das perdas na rede básica de transmissão.
Além da Light e da Amazonas Energia, as distribuidoras com maiores prejuízos por perdas não técnicas foram a Enel São Paulo, com R$ 353,8 milhões, e a Enel Rio, com R$ 294,4 milhões.
Em abril deste ano, após um longo e polêmico processo de aquisição, a Âmbar Energia, braço do grupo J&F, iniciou a operação na distribuição de energia elétrica no Amazonas. A empresa assumiu o controle da antiga Amazonas Energia após acordo homologado pela Justiça Federal, que encerrou uma disputa envolvendo a concessionária, a agência reguladora e credores. A operação incluiu o compromisso de um aporte de cerca de R$ 9,8 bilhões para reestruturar financeiramente a distribuidora e evitar a perda da concessão.
Fonte: Amazonas Atual/Foto: Divulgação


