Depois de perder o GP da Austrália para ceder seu carro ao colega de equipe Alexander Albon, que bateu nos treinos livres, Logan Sargeant estará de volta à pista neste fim de semana do GP do Japão. Porém, o americano não vai receber seu chassi de volta; ele guiará, ao invés disso, o carro que a Williams consertou depois da etapa em Melbourne.
– Eu não tive um ano do mais fáceis em 2023 e eles ficaram ao meu lado. Essa é só uma situação difícil para todos os envolvidos, até mesmo para os mecânicos que têm que mudar os carros todo de novo. É complicado – justificou o americano de 23 anos.
Albon perdeu o controle de sua Williams na saída da volta 6 do Circuito Albert Park, durante o primeiro treino livre da etapa há duas semanas. O impacto foi grande e a equipe não conseguiu reparar o carro em tempo do segundo treino.
Depois, a Williams percebeu que levaria mais tempo para consertar o monoposto. Sem peças disponíveis para tentar constituir um terceiro chassi, optou por ceder o carro de Sargeant para Albon, considerando que o tailandês teria mais chance de pontuar.
– O reparo foi melhor do que o esperado e (o carro) deve ser exatamente idêntico ao que eu tinha anteriormente. Só preciso ir levando neste fim de semana. Por ter uma semana de folga, eu a passei sentado na praia, mas também fiz um bom treinamento, vi as coisas de uma perspectiva diferente e voltei me sentindo muito renovado, psicologicamente feliz e pronto para voltar ao cockpit – detalhou Sargeant, nesta quinta-feira do GP do Japão.
A mudança, entretanto, não surtiu efeito; Albon ficou em 11º lugar na corrida vencida por Carlos Sainz, tendo terminado fora da zona de pontuação.
Sargeant chegou a comentar que a decisão da Williams foi o momento mais difícil de toda a sua carreira. Na ocasião, o chefe da equipe James Vowles admitiu que o cenário está longe do ideal e que tais mudanças são “inaceitáveis” para a F1 atualmente:
– É inaceitável a Fórmula 1 moderna não ter um chassi reserva. Mas é um reflexo do quão atrasados estávamos no período de Inverno e uma ilustração da razão pela qual precisamos de passar por mudanças significativas para nos colocarmos numa posição melhor para o futuro. Como resultado, tivemos algumas decisões muito difíceis a tomar esta tarde.
Não há nenhuma norma no regulamento da F1 que proíba colegas de equipe de trocarem de carro, prática que chegou a ser comum na década de 1950 na categoria. Porém, as regras atuais não permitem que as equipes possuam carros reserva.
Com limitações financeiras, motivadas ainda pelo teto de gastos da F1, a Williams ainda terá que adiar as primeiras atualizações previstas para o seu carro de 2024. A equipe ocupa o oitavo lugar no campeonato de construtores deste ano, mas possui zero pontos até agora.
Fonte: Globo Esporte/Foto: Qian Jun/MB Media/Getty Images


