Ibovespa opera com volatilidade, com preocupações com economia global

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O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera com volatilidade nesta sexta-feira (18), oscilando entre altas e baixas, depois de 13 pregões consecutivos de queda, na maior sequência de desvalorização da história.

O mercado segue monitorando o rumo dos juros nos Estados Unidos, após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) indicar que pode realizar novos aumentos nas taxas. Além disso, investidores estão de olho na situação da China, que dá sinais de desaceleração econômica.

Às 12h20, o índice subia 0,61%, aos 115.681 pontos.

No dia anterior, o Ibovespa fechou em queda de 0,53%, aos 114.982 pontos. Com o resultado de hoje, passou a acumular:

  • quedas de 2,61% na semana e de 5,71% no mês;
  • ganhos de 4,78% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

No Brasil, não há grandes destaques na agenda econômica. Já no cenário político, a expectativa continua pela definição de quando o novo arcabouço fiscal, que traz regras para os gastos do governo, será votado na Câmara dos Deputados.

No exterior, o rendimento dos títulos públicos americanos recua neste pregão, depois de um dia de forte avanço na véspera, após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) dizer que pode continuar subindo os juros na ata de sua última reunião.

Cauê Ribeiro Valim, analista de Alocação e Inteligência da Avenue, destaca que as taxas do Tesouro dos Estados Unidos com vencimento em 10 anos chegaram ao seu maior ponto desde outubro de 2022, justamente porque o Fed “mostrou que continua preocupado com a inflação”.

Os investidores também estão na expectativa pela edição de 2023 do Simpósio de Jackson Hole, que começa na próxima semana. Esse é um dos eventos de economia mais importantes do mundo, que acontece todo ano nos Estados Unidos e reúne diversas autoridades e figuras importantes para discutir sobre os rumos da maior economia do mundo.

Além disso, o que pesa sobre os mercados hoje ainda é a preocupação com a China, que vem dando sinais de maior fraqueza na atividade econômica, com uma sequência de indicadores abaixo do esperado pelos especialistas.

Em meio a essa perspectiva de desaceleração da segunda maior economia do mundo, diversas empresas têm sofrido no país, com destaque para o setor imobiliário.

*g1 / Foto: Freepik

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