Ibovespa opera em queda, com ata do Fed e reforma tributária no radar

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O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta quinta-feira (6), com investidores ainda repercutindo a divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e de olho nos desdobramentos da reforma tributária.

Às 13h41, o índice caía 1,78%, aos 117.415 pontos.

No dia anterior, o Ibovespa fechou em alta de 0,40%, aos 119.549 pontos. Com o resultado, o índice passou a acumular:

  • Alta de 1,24% no mês;
  • Alta de 8,94% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

Os mercados começam o dia com reforço de que medidas adicionais de aperto monetário estão à frente. O resultado é mais um dia de juros globais de longo prazo em alta, enquanto as bolsas amanhecem em queda.

O dólar, contudo, tem queda firme na manhã desta quinta-feira, mas exibe um movimento de apreciação contra divisas de mercados emergentes.

Na quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) mostrou um tom conservador na ata de sua última reunião, o que reforça indicativos de novas altas nos próximos meses. É o carro-chefe de repercussão negativa sobre a continuidade do aperto monetário nas economias desenvolvidas.

Uma série de indicadores estão previstos para esta quinta-feira, que podem dar norte sobre o rumo dos juros. Há divulgação de indicadores de atividade nos Estados Unidos como pedidos de auxílio-desemprego, geração de empregos no setor privado (relatório ADP) em junho; índices de serviços.

O mercado aguarda também a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos, prevista para a próxima sexta-feira. O dado é um indicador importante porque, caso mostre que o mercado de trabalho continua aquecido na maior economia do mundo, a inflação pode se manter por mais tempo, levando ao aumento dos juros.

No cenário doméstico, a tramitação em negociação da pauta econômica no Congresso Nacional trouxe um dia de realização de lucros na quarta-feira. As atenções continuam voltadas para o andamento de pautas como votação do texto do arcabouço fiscal (que voltou do Senado) na Câmara e, principalmente, as definições sobre a reforma tributária para que possa ser votada até sexta.

De acordo com a Reuters, Arthur Lira e outros deputados envolvidos diretamente nas tratativas da reforma tributária buscam demover resistências para que a proposta, ainda sem votos necessários para ser aprovada, seja levada ao plenário da Casa nesta semana.

*g1 / Foto: Burak The Weekender/Pexels

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