Influencer é condenada a 9 anos por morte após briga em distribuidora

Publicado em

 A empresária e digital influencer Murielly Alves Costa, de 28 anos, foi condenada a 9 anos e 3 meses de prisão após decisão do júri popular, na capital goiana. Ela matou Bárbara Angélica Barbosa Silva atropelada e tentou matar a esposa da vítima, Kamylla Lima, em uma distribuidora de bebidas na capital após uma briga.

A empresária deverá cumprir pena em regime fechado, na Penitenciária Odenir Guimarães (POG), em Aparecida de Goiânia. Ela já estava presa enquanto aguardava julgamento.

O júri, que aconteceu na última sexta-feira (29/9), teve duração de mais de 10h.

Relembre o crime

O crime aconteceu no dia 21 abril de 2022, no Jardim Pompeia, região leste de Goiânia. Ela foi indiciada por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil, que impossibilitou a defesa da vítima, além de tentativa de homicídio pelo mesmo motivo. Ainda não há uma data definida para o júri popular.

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), as vítimas Bárbara e Kamyla estavam na distribuidora com outras pessoas quando a acusada chegou, começou a provocar os clientes e agrediu o filho do dono do estabelecimento. Algumas pessoas, entre elas as vítimas, tentaram conter a empresária, o que gerou uma discussão entre elas.

Kamyla jogou um copo com cerveja na cabeça da acusada e atravessou com a esposa para o outro lado da rua. Murielly entrou no carro e o jogou contra o casal. Ela foi atropelada e arremessada contra um açougue, mas sobreviveu. Já Bárbara conseguiu se desviar e tentou tirar a chave da ignição do carro. Porém, a empresária conseguiu dar ré e a atingiu, prendando-a contra uma pilastra. A vítima morreu no local.

A empresária foi presa horas depois, em Nerópolis, na região metropolitana de Goiânia. O veículo foi apreendido e periciado. Na decisão, o juiz também manteve a prisão preventiva da ré e recusou o pedido de substituição da prisão preventiva domiciliar feita pela defesa. Nós não conseguimos contato com os advogados de Murielly.

Ciência dos fatos

Um laudo da Polícia Técnico-Científica apontou que Murielly tinha uma visão clara das vítimas antes de atingi-las com o carro. De acordo com o documento, assinado pela psiquiatra da junta médica do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), a mulher era capaz de entender o que estava fazendo no momento do ato. Ainda de acordo com o laudo, Murielly sofre de transtorno de personalidade, mas tem consciência de seus atos.

Conforme o laudo, mesmo na prisão, Murielly faz uso de remédios para tratar alcoolismo, transtorno bipolar e depressão. O documento aponta que ela usou medicamento para epilepsia até os 5 anos.

A empresária relatou que começou a fazer tratamento psiquiátrico aos 13 anos, depois de sofrer um suposto abuso, mas a terapia era feita de forma irregular. Ela contou que começou a consumir bebida alcoólica aos 13 e fazia isso todos os dias. Na prisão, ela está usando remédio para tratar alcoolismo, transtorno bipolar e depressão.

Foto: Reprodução/Instagram

*Metrópoles

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

Governo propõe reduzir tributos sobre combustíveis com receita do petróleo

O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (23/4), uma nova medida para...

Escala 6×1: antes contrárias, frentes mudam tom sobre proposta

Após tentarem frear o avanço da Proposta de Emenda à...

Ex-presidente do BRB pediu estratégia para liquidação do Master 50 dias antes da decisão do BC

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique...

Clima: chuvas no Norte e Sul antecipam frente fria que chegará domingo

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas meteorológicos para as...