A nave New Glenn, uma das mais poderosas do mundo, explodiu nesta quinta-feira (28) durante um teste na base de lançamentos da Blue Origin, de Jeff Bezos.
A explosão aconteceu por volta das 22h (horário de Brasília), quando o veículo espacial passava por um teste de ignição estática, quando ele não chega a levantar voo.
O experimento tinha como foco a futura missão NG-4, anunciada pela Blue Origin na quarta-feira (27). O plano é de que a era de que a nave enviasse ao espaço os primeiros 48 satélites da Amazon Leo, similares aos usados pela Starlink, de Elon Musk.
A Blue Origin disse ter registrado uma “anomalia” e que todos os funcionários estão em segurança. A empresa afirmou que fornecerá atualizações à medida que obter mais detalhes do incidente.
Na quarta, o CEO da Blue Origin chegou a comemorar o anúncio da futura missão NG-4. “Missão empolgante chegando. Não poderia estar mais orgulhoso de apoiar a equipe Leo nesta missão”, afirmou.
A New Glenn é a supernave projetada pela Blue Origin para fazer voos mais longos. Ela é a concorrente direta da Starship, nave que fez seu voo mais recente na última sexta-feira (22) e que é fabricada pela SpaceX, do bilionário Elon Musk.
A Blue Origin já fez três voos de teste com a New Glenn, todos sem tripulantes. O primeiro aconteceu no início de 2025, quando a nave transportou um protótipo de outra espaçonave criada para implantar satélites no espaço.
O segundo teste aconteceu em novembro de 2025 e serviu para enviar sondas projetadas para chegar a Marte em 2027. A viagem foi encomendada pela Nasa e ficou marcada como a primeira missão comercial da nave da Blue Origin.
O terceiro experimento foi realizado em abril de 2026. Foi a primeira vez que a empresa reutilizou um propulsor, façanha que acirrou a rivalidade com a SpaceX.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) ainda não se posicionou sobre o acidente desta quinta-feira.
Na última quarta-feira (27), o órgão suspendeu temporariamente futuros lançamentos da Starship, da SpaceX, por conta de uma falha no retorno à atmosfera do propulsor usado na missão.
Fonte: G1/Foto: Reprodução/NasaSpaceFlight




