Início Site Página 2980

Dólar cai 0,60% com apetite externo ao risco e espera por Selic maior

0

O dólar emendou nesta quinta-feira (29) o segundo pregão consecutivo de queda firme, acompanhando o movimento global de enfraquecimento da moeda americana, em dia marcado por apetite ao risco. Analistas afirmam que a aposta em alta mais pronunciada da taxa Selic e a perspectiva de manutenção de liquidez global farta nos próximos meses – propiciada pelo tom ameno do Federal Reserve ontem e reforçada, hoje, pelo resultado aquém do esperado do PIB dos EUA no segundo trimestre – abrem uma janela para apreciação do real no curto prazo.

A taxa Selic mais gorda aumenta a atratividade da renda fixa brasileira e pode estimular os exportadores a internalizar mais recursos. Também conta a favor do real nas próximas semanas a possibilidade de elevação do fluxo externo de recursos para ofertas de ações na B3, que, até o momento, tem sido em sua maior parte absorvida por investidores locais. Com esse pano de fundo, já há quem veja a possibilidade de o dólar furar o piso de R$ 5, caso não haja solavancos do lado político.

Hoje, o dólar rompeu R$ 5,10 já na abertura e, no início da tarde, chegou a furar o piso de R$ 5,05, ao descer até a mínima de R$ 5,0422. No fim da sessão, a moeda americana era negociada a R$ 5,0792, em queda de 0,60%, levando a desvalorização na semana a 2,52%. É o menor valor de fechamento desde 2 de julho. Apesar do tombo recente, o dólar ainda acumula alta de 2,13% em julho. Amanhã, é dia de formação da última Ptax do mês, o que pode exacerbar a volatilidade da moeda.

A economista-chefe da Armor Capital, Andrea Damico, vê uma janela favorável para o real no curto prazo, na esteira de entrada de dinheiro para aproveitar o diferencial de juros – com eventual alta de 1 ponto porcentual da Selic em agosto e sinalização de outra elevação de 1 ponto na sequência – e manutenção de um ritmo forte de exportações. “No quesito crescimento, apesar de cerca moderação na margem, o Brasil está em vantagem em relação a outros países, o que também favorece a moeda”, afirma.

Outro ponto que deve ser observado é a dinâmica do câmbio contratado. A economista destaca que no segundo trimestre os exportadores deixaram cerca de US$ 7 bilhões no exterior, mesmo com a Selic já mais elevada. “Não é possível saber se o exportador vai alterar sensivelmente sua forma de atuar. Mas faz sentido trazer um pouco mais de recursos se a Selic subir 100 pontos-base (1 ponto porcentual)”, pondera.

Para o economista-chefe Instituto Internacional de Finanças (IFF), Robin Brooks, os mercados sabem que a redução de estímulos nos Estados Unidos não virá em breve, o que dá impulso às moedas emergentes, “especialmente onde os bancos centrais estão subindo os juros, caso do Brasil”. Brooks ainda vê o real 15% abaixo de seu valor justo, de R$ 4,50. “Os estrangeiros estão entusiasmados. O que é necessário para que os brasileiros fiquem um pouco menos negativos com seu próprio País…”, escreve Brooks no Twitter.

Damico, da Armor, vê espaço para que o dólar fure o piso de R$ 5 no curto prazo, mas não acredita em taxa de câmbio na casa de R$ 4,60 ou R$ 4,50. No médio prazo, observa a economista, a tendência é de a moeda americana subir e encerrar o ano em R$ 5,30. Ela argumenta que ao aumento de remessas de lucros e dividendos, evento típico de fim de ano, vão se somar uma balança comercial menos exuberante e a liquidação da segunda parte do overhedge dos bancos. E isso vai acontecer justamente no momento em que o debate sobre o ‘tapering’ estará a pleno valor, o que pode dar fôlego à divisa dos EUA.

“As pessoas também vão começar a olhar mais para os riscos eleitorais. Isso tudo torna o fim de ano um pouco mais difícil para a moeda”, afirma a economista da Armor, lembrando também que ainda existem dúvidas também em torno do impacto da reforma tributária sobre as remessas de lucros e dividendos.

*Estadão Conteúdos

Contra tráfico humano, projeto ‘Voo Livre’ da PF treinará funcionários de aéreas

0

Em comemoração ao Dia Mundial e Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, a Polícia Federal lança nesta quinta-feira, 29, o projeto Voo Livre, para intensificar o combate aos crimes contra os Direitos Humanos por meio de parcerias ‘estratégicas’ na luta contra o tráfico de pessoas.

De acordo com a corporação, o projeto visa fornecer informações a funcionários de empresas aéreas, de modo que estes possam identificar, suspeitar e melhor encaminhar as situações de possível crime de tráfico de pessoas para a investigação policial.

“Por meio de webnários e treinamentos, com a participação de policias federais especialistas no assunto e os recursos humanos das empresas aéreas, será ensinado, por exemplo, como desconfiar se uma pessoa está sendo vítima do crime durante o check in, no embarque, a bordo das aeronaves e no desembarque”, explicou a PF em nota.

A primeira empresa aérea a passar pelo treinamento será a LATAM, que já conta com uma política interna de assistência às vítimas de tráfico fornecendo passagens aéreas aos resgatados que não possuem condições de voltar para casa.

No Brasil, a cada três dias, uma pessoa é presa pela Polícia Federal por crimes contra os Direitos Humanos. A cada 2,5 dias, uma vítima desses crimes é resgatada, diz a corporação.

*Estadão Conteúdos

Privatização de presídio no país visa ‘exclusivamente o lucro’, afirmam advogados

0

O Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) divulgou na quinta-feira, 28, seu posicionamento contrário à privatização de presídios no País realizada através de parcerias público-privadas. Para o órgão, a mudança na gestão de unidades prisionais é motivada “exclusivamente pelo lucro”.

A manifestação da entidade faz parte de um estudo produzido pela Comissão de Direito Penal atendendo a uma consulta pública do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP). O documento foi organizado pelos relatores Leonardo Villarinho e Sérgio Graziano Sobrinho e aprovado por unanimidade durante uma sessão ordinária virtual que reuniu advogados associados.

De acordo com informações do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o número de detentos no País foi de 90 mil na década de 1990 para aproximadamente 760 mil presidiários em 2020, um aumento de 744% ao longo das três décadas.

Na apresentação, o instituto apontou dados que comprovariam o aumento de custos causados pela privatização. Entidade utilizou como base um relatório da Pastoral Carcerária que, conforme dados de 2014, cada preso teria o custo de R$ 1,4 mil por mês na rede pública, já na unidade prisional privatizada o custo mais que dobraria, chegando a R$ 3 mil mensais. “A privatização do sistema prisional tem como mote somente o lucro”, afirmou o advogado Leonardo Villarinho.

Durante o encontro virtual, um dos relatores do documento, o advogado Sérgio Graziano Sobrinho argumentou contra o processo de privatização que já acontece atualmente no País. Segundo o representante, as responsabilidades atribuídas à iniciativa privada devem ser restritas à prestação de serviços como assistência médica, fornecimento de alimentos, vestuário e higiene.

Além das questões envolvendo o custo per capita nas unidades geridas pela iniciativa privada, entre os pontos negativos relacionados aos processos de privatização, o relatório destacava problemas de violação de direitos constitucionais dentro do sistema prisional. “O problema penitenciário não está na quantidade insuficiente de estabelecimentos prisionais, mas na quantidade enorme de presos e na ausência de políticas públicas de segurança de redução de violência e encarceramento”, afirmava o relatório. “A medida viola os princípios da igualdade e da dignidade, ao condicionar os direitos do preso, como ao livramento condicional, à progressão de regime e à saída temporária, à aferição de bom comportamento por uma empresa privada que administra a prisão”, complementava.

Ainda segundo o Instituto dos Advogados do Brasil, conforme previsto no artigo 175 da Constituição Federal, a responsabilidade pela gestão de unidades prisionais é um dever do Estado e que não deve ser delegada à iniciativa privada através dos processos de privatização.

*Estadão Conteúdos

Golpes relacionados às Olimpíadas já circulam na internet; veja como evitar

0

O início oficial das Olimpíadas de Tóquio na sexta-feira, 23, acendeu o alerta para atividades que podem passar batidas no clima de festa esportiva: os crimes cibernéticos relacionados aos Jogos. Segundo a empresa de cibersegurança Kaspersky, ao menos quatro golpes diferentes estão circulando com alguma ligação à temática olímpica neste mês.

Com a decisão do governo japonês de manter os Jogos sem a presença de público, a preocupação em relação à coleta indevida de dados via redes Wi-Fi em estádios e ginásios deixou de ser uma preocupação. Entretanto, criminosos estão aproveitando o período para simular sites e produtos e atrair fãs do esporte por meio de links maliciosos.

Um dos golpes é um “clássico” na entrada de malwares em computadores, segundo a Kaspersky: links piratas para assistir às provas no Japão. Muitos sites fornecem caixas de vídeo e promessas de transmissão gratuita com links que redirecionam para instalação de programas maliciosos, por exemplo.

Outra tentativa apontada pela empresa de cibersegurança é o surgimento de páginas falsas de comitês olímpicos, com formulários para acompanhar delegações e resultados. Nesses sites, a prática é fornecer um formulário para a vítima preencher com informações pessoais – a promessa é de acesso a conteúdos e brindes.

Entre os mais “criativos”, estão as plataformas que prometem um token oficial das Olimpíadas de Tóquio – para atrair colecionadores. Na descrição, essas plataformas se apresentam como oficiais e comercializam uma falsa moeda virtual. Segundo os sites, o dinheiro será revertido para uma associação de atletas.

“Os cibercriminosos sempre usam eventos esportivos populares como isca para ciberataques. Este ano, as Olimpíadas serão realizadas sem público – portanto, não esperamos muitos ataques relacionados. Ainda assim, observamos que os fraudadores não têm limites quando se trata de criar formas de tirar proveito. Por exemplo, o phishing que vende uma moeda virtual dos Jogos Olímpicos mostra que os cibercriminosos não estão apenas falsificando as iscas já existentes, mas também estão criando ideias sofisticadas e criativas”, comenta Olga Svistiunova, especialista em segurança da Kaspersky.

Para evitar cair em golpes desse tipo – ainda mais se você é um amante dos Jogos Olímpicos – a dica é sempre estar atento aos sites navegados e sempre procurar por fontes oficiais de informação – o Comitê Olímpico Internacional, por exemplo, possui seu próprio endereço, assim como o Comitê Olímpico Brasileiro.

É necessário, também, se atentar a URL (endereço do site na barra de navegação), procedência dos links e lembrar de nunca fornecer dados pessoais para sites de procedência duvidosa.

*Estadão Conteúdos

O que é criptografia e por que ela é importante para a segurança de dados?

0

O escândalo do programa Pegasus, usado para espionar celulares de autoridades, empresários e jornalistas, reiterou a preocupação com privacidade e segurança de dados em celulares – a ferramenta hacker se mostrou capaz até mesmo de burlar a criptografia de aplicativos instalados nos aparelhos. Essa camada de proteção não é exclusiva de grandes companhias e provavelmente você deve encontrá-la em seu celular.

A criptografia é a instância mais segura de proteção de dados. Ela é responsável por “trancar” as informações e não permitir que terceiros as interceptem, como servidores de hospedagem das informações ou mesmo a empresa dona do aplicativo. É essa a definição de criptografia de ponta a ponta, utilizada no WhatsApp, por exemplo.

Se você tem aplicativos instalados no celular, a chance de esbarrar com essa tecnologia de segurança é bem grande. Tire suas dúvidas sobre o que é a criptografia e como ela está presente no cotidiano.

O que é criptografia?

A criptografia por si só é a codificação de qualquer informação dentro de um sistema na internet, tornando impossível que terceiros leiam esse conteúdo – seja uma senha, uma mensagem ou mesmo dados sigilosos fornecidos em formulários de compras online, por exemplo. Se o provedor usar essa tecnologia, as informações ficarão codificadas para que ninguém tenha acesso.

É como colocar um cadeado naquele conjunto de dados. Por meio de um sistema específico, todas as informações submetidas à criptografia passam por um algoritmo que “tranca” o acesso a elas, modificando a estrutura do dado. Para acessá-las, é necessário uma chave para destrancar os dados para a leitura.

Para que serve a criptografia?

A criptografia é usada na proteção de informações contra terceiros, que podem ser hackers ou até mesmo empresas interessadas em dados sigilosos – o objetivo é barrar a visualização de conteúdos. Em maior ou menor escala, a criptografia é utilizada em quase todas as interações na internet.

Em geral, esse é o método mais eficiente existente para garantir a segurança de dados. E foi isso o que preocupou no caso de espionagem do Pegasus: o programa se mostrou poderoso ao ponto de furar os códigos criptografados e acessar informações protegidas em apps nos celulares de autoridades e empresários no mundo todo.

Onde a criptografia é usada?

Em vários níveis, a criptografia pode levar a mensagem de um aplicativo para o outro, sem que ninguém tenha acesso ao conteúdo no meio do caminho. Pode também assegurar que os dados pessoais incluídos em formulários estejam disponíveis apenas para um serviço específico – como lojas de e-commerce ou apps de banco. A criptografia pode ainda proteger pastas e arquivos dentro do seu computador e celular, evitando acessos em caso de roubo ou perda do dispositivo.

Além disso, sites que começam com “https” (e não http), por exemplo, indicam que a criptografia é usada em informações naquele ambiente.

Existe mais de um tipo de criptografia?

Sim. Existem diferentes tecnologias aplicadas à criptografia que mudam a forma como a informação será codificada e como ela será destrancada. As variações podem ocorrer na quantidade de bits, que determina quantas chaves secretas diferentes o sistema pode gerar, e por técnicas, que podem envolver escalas logarítmicas para a combinação de chaves, por exemplo.

Porém, a forma mais fácil de olhar para essa tecnologia é dividindo a criptografia em chaves simétricas e chaves assimétricas. As simétricas costumam ser um pouco mais simples, utilizando a mesma decodificação para o receptor e para quem envia, por exemplo.

Já a criptografia de chave assimétrica oferece uma camada maior de segurança por depender de ações diferentes de decodificação. Neste caso, a chave que “traduz” a informação gerada não é a mesma que decodifica o dado que foi enviado – são duas chaves diferentes para uma só informação.

Eu tenho serviços com criptografia?

Se você tem no seu smartphone aplicativos de banco ou mesmo mensageiros – como WhatsApp e Telegram -, certamente existe um serviço de criptografia no seu dia a dia digital.

Isso porque esses aplicativos precisam garantir que as informações fornecidas ali, como as suas conversas no WhatsApp , não sejam vistas por terceiros – o que pode gerar fraude, golpes e outros crimes e prejuízos.

No WhatsApp, por exemplo, é utilizada a criptografia de ponta a ponta. Nessa tecnologia, o código atua no conteúdo das conversas do momento em que ele sai do mensageiro de quem envia até o momento em que o conteúdo chega no app de quem está recebendo a mensagem. No Telegram, o processo ocorre de forma semelhante, mas apenas na função chat secreto do app.

Em apps de bancos, em geral, a criptografia usada é do tipo TLS – uma chave assimétrica – para proteger as informações da conta e evitar fraudes. Sites, como e-commerces, utilizam uma tecnologia semelhante, já que também realizam transações bancárias.

*Estadão Conteúdos

46% dos brasileiros temem partilhar dados bancários

0

Às vésperas de o open banking começar de fato a funcionar no País, os brasileiros estão preocupados com sua privacidade financeira. Pesquisa feita pela TecBan e pelo instituto Ipsos com homens e mulheres entre 18 e 59 anos mostra que 46% deles estão preocupados com o uso de seus dados financeiros caso utilizem o novo serviço. O porcentual é menor do que os 49% verificados em um levantamento de 2019, mas ainda reflete quase metade da população adulta brasileira.

O open banking é o sistema brasileiro de compartilhamento de informações de clientes, que está em fase de desenvolvimento pelo Banco Central (BC) e pelas próprias instituições financeiras.

A segunda fase do sistema, marcada originalmente para começar em 15 de julho, foi adiada para 13 de agosto. Nessa etapa, as instituições poderão começar a compartilhar dados dos clientes, desde que tenham a anuência deles.

A expectativa é de que, a partir dessa etapa de implantação, comecem a surgir serviços financeiros inovadores, novos aplicativos e a concorrência bancária aumente. O BC tem defendido que isso abrirá espaço para o barateamento de operações financeiras, como a obtenção de crédito.

Na pesquisa feita em junho com mil brasileiros de todas as regiões do País, das classes A, B e C, o Ipsos buscou medir a aceitação do open banking. A TecBan, companhia conhecida por administrar os caixas do Banco24Horas, é controlada por alguns dos principais bancos do País.

Ao serem questionados se teriam “prazer” em compartilhar informações financeiras a provedores terceiros para utilizar serviços ligados ao sistema, apenas 40% responderam afirmativamente. Em 2019, a aceitação era maior, com 44%.

A pesquisa mostra ainda o que mais preocupa os brasileiros adultos no novo mundo de tecnologia financeira que se anuncia. Entre as cinco principais preocupações, 49% citaram os crimes financeiros – mais especificamente, a preocupação de que os dados sejam acessados por criminosos. Outros 46% se preocupam com a forma como os dados serão utilizados, e 43% demonstraram receio com o fato de que os dados perderão o anonimato. No levantamento, 40% citaram preocupação com a falta de proteção dos dados, e 35% disseram ter receio ligado a quem terá acesso às informações.

Na pesquisa, chama também a atenção o fato de 57% dos brasileiros adultos dizerem esperar que o aplicativo do futuro tenha proteção contra fraude, “me conectando a um time de atendimento caso algo seja detectado”.

Essa expectativa ligada à proteção supera até mesmo o desejo, expresso por 50% dos ouvidos na sondagem, que o aplicativo do futuro permita o pagamento de contas – mais do que a funcionalidade, as pessoas estão preocupadas com a segurança.

Tecnologia

Apesar dos receios, a pesquisa sugere que o uso de tecnologia no mercado financeiro e de pagamentos é um caminho sem volta. Isso porque 71% dos adultos disseram se sentir “à vontade” usando novas tecnologias.

A pesquisa mostrou ainda que 73% dos entrevistados disseram que confiariam em um “banco estabelecido” para fornecer serviços ligados ao open banking. Na outra ponta, 46% confiariam em um “banco mais novo” e apenas 4% em “uma nova fintech”.

*Estadão Conteúdos

Lançado edital para submissão de artigos científicos para a nova revista da PGE-AM

0

A Procuradoria Geral do Estado (PGE-AM), por meio do Centro de Estudos Jurídicos (Cejur), lançou, nesta quinta-feira (29/07), o edital para submissão de artigos científicos que deverão compor a nova revista da PGE-AM, edição especial de número 41, em homenagem (in memoriam) ao procurador do Estado, Vitor Hugo Mota de Menezes, falecido em janeiro deste ano. O documento está disponível no link http://www.pge.am.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/EDITAL-CHAMAMENTO-DE-ARTIGOS-PARA-REVISTA-PGEAM-N.-41-2021.pdf

“É importante a retomada das atividades do Cejur com o lançamento deste edital para a seleção de artigos que irão compor a nova revista da PGE-AM, que tradicionalmente é publicada todos os anos com a doutrina especializada em Direito Público. Este ano, nós tivemos a ideia de homenagear o procurador do Estado, Vitor Hugo Mota de Menezes, que faleceu no início do ano, e foi uma pessoa muito ativa em sua atuação como procurador do Estado e, também, em suas atividades acadêmicas. Ele participou de todas as comissões editoriais da revista e teve publicações em quase todas as edições. Essa edição vai fazer uma menção especial, também, aos servidores da PGE-AM, que faleceram em decorrência da covid-19”, afirmou a coordenadora do Cejur, procuradora Clara Lindoso e Lima.  

Submissão – Os artigos submetidos devem estar correlacionados ao tema “Direito Público”, em que poderão contar com, no máximo, três coautores/as, e devem obedecer às regras previstas no item 2 do edital. O documento deve ser submetido por procuradores do Amazonas, de outros Estados e do Distrito Federal, bem como por profissionais de carreira jurídica, residentes jurídicos e advogados.  

Nos casos de artigos produzidos por estudantes de graduação, somente serão aceitos em coautoria com autores que preencham os requisitos do item 1.2 do edital.  

Envio e prazo – Os artigos devem ser enviados com o assunto “Submissão de artigo”, para o e-mail revistapgeam@gmail.com, no período de 30 de julho a 31 de agosto de 2021, até às 23h59min. (horário de Brasília), podendo ser prorrogado a critério da Comissão Editorial da Revista da PGE-AM, com posterior divulgação do novo prazo no site www.pge.am.gov.br e nas redes sociais do Facebook e Instagram do órgão.  

Documentação – Para a submissão dos artigos é necessário o envio dos seguintes documentos: ficha de submissão (anexa ao edital), termo de cessão de direitos autorais (anexo ao edital), uma via do artigo em formato de documento em Word, contendo a identificação dos autores; e uma segunda via do artigo sem identificação dos autores, em formato PDF.   

Seleção – A seleção dos artigos será realizada pela Comissão Editorial da Revista, que vai analisar se o documento está em conformidade com os critérios estabelecidos no edital. O material que apresentar formato diferenciado será devolvido. 

A confirmação da aceitação do artigo será realizada por meio do endereço eletrônico indicado na ficha de submissão, estando sob a responsabilidade da Comissão Editorial da Revista a eliminação do artigo a qualquer momento, mesmo após a divulgação do resultado, por descoberta de violação aos critérios avaliativos ou a direitos autorais.  

Interposição de recurso – Não será concedida interposição de recursos acerca da decisão final da avaliação em nenhuma das etapas.  

Mais informações  – Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail revistapgeam@gmail.com.  

Alteração de prazos e demais comunicados referentes à seleção serão divulgados no site www.pge.am.gov.br e nas redes sociais Facebook e Instagram da PGE-AM. 

Municípios do Amazonas recebem atividades de educação ambiental

0

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) está realizando atividades de educação ambiental em municípios do interior. Ações de sensibilização contra queimadas e desmatamento já ocorreram em Boca do Acre, Iranduba e Manacapuru. Serão atendidos, até o fim de agosto, os municípios de Manicoré, Novo Aripuanã, Novo Airão, Canutama, Presidente Figueiredo e Autazes. 

A programação faz parte do cronograma da campanha Floresta Faz a Diferença, iniciada em junho deste ano, pela Sema. A equipe de educação da secretaria está apostando em metodologia diversa para conscientizar a população, com dinâmicas, vídeos, debates e reflexões em grupo.

O Plano de execução envolve ainda atividades nas sedes dos municípios, em comunidades rurais e unidades de conservação (UCs).  Também haverá atividades destinadas a grupos específicos: lideranças locais e agentes comunitários de saúde (ACS); professores; agentes ambientais voluntários; produtores e agricultores. 

“A ação educativa vem alertar a população amazonense sobre o aumento dos focos de calor, sensibilizando quanto aos riscos ocasionados com as queimadas, às consequências da saúde, incluindo o agravamento ao Covid-19, além dos impactos negativos ao meio ambiente, contribuindo assim na prevenção das queimadas e desmatamento no estado do Amazonas”, explicou a coordenadora de educação ambiental da Sema, Maria Edilene. 

As ações de sensibilização estão sendo realizadas em conjunto com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc), prefeituras e secretarias municipais de Meio Ambiente. 

A agenda tem o objetivo de atuar em 20 municípios até o fim do ano. Para os próximos meses, estão previstas atividades para as localidades de Lábrea, Apuí, Humaitá, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Manaquiri, Rio Preto da Eva e Silves.

Além das ações educativas, a campanha está promovendo, até sábado (31/07), no município de Manicoré, a implantação do Roçado Sem Fogo – uma capacitação para diminuir os focos de calor relacionados às atividades tradicionais de roçado e limpeza de terrenos com uso do fogo naquela região. 

Confira a programação para as próximas semanas: 

Novo Aripuanã 

O quê – Ações educativas contra queimadas e desmatamento

Onde – Comunidades rurais

Quando – 26 a 30 de julho


O quê – Ações educativas contra queimadas e desmatamento

Onde – Sede do município

Quando – 31 de julho


Novo Airão

O quê – Ações educativas contra queimadas e desmatamento

Onde – Sede do município e comunidades rurais

Quando – 29 a 31 de julho

Público – Lideranças locais e ACS (29/07); professores (30/07); produtores e agricultores (31/07)

Canutama

O quê – Ações educativas contra queimadas e desmatamento

Onde – Sede do município e comunidades rurais 

Quando – 6 a 8 de agosto 

Público – Lideranças locais e ACS (06/08); professores (07/08); agentes ambientais voluntários (07/08); produtores e agricultores (08/08)

Presidente Figueiredo

O quê – Ações educativas contra queimadas e desmatamento

Onde – Sede do município (escolas) e comunidades rurais

Quando – 4 a 6 de agosto 

Público – Lideranças locais e ACS (04/08); professores (05/08); produtores e agricultores (06/08)

Autazes 

O quê – Ações educativas contra queimadas e desmatamento

Onde – Sede do município e comunidades rurais

Quando – 10 a 12 de agosto 

Público – Lideranças locais e ACS (10/08); professores (11/08); produtores e agricultores (12/08)

FUnATI anuncia retorno das atividades presenciais para os idosos e lança reservas de vagas on-line

0

O Governo do Amazonas, por meio da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI), anuncia o retorno das atividades de extensão na forma presencial na instituição, a partir do dia 9 de agosto deste ano. O novo procedimento de reserva de vagas será realizado totalmente on-line e terá como item obrigatório o comprovante de vacinação completa contra a Covid-19.

Serão oferecidas cerca de 600 vagas para pessoas a partir de 50 anos de idade. Para atender as medidas de segurança e resguardar a saúde dos alunos, todos os cursos e oficinas cumprirão a recomendação de atender com limite de 50% da capacidade de participantes por turma com todos os protocolos de segurança previstos (uso de máscara e álcool em gel).

“O sentimento é de alívio e gratidão, porém com muita cautela. O novo sistema de reserva de vagas desenvolvido pela empresa de Processamento de Dados Amazonas S.A. (Prodam) permitirá que os idosos possam garantir sua vaga no conforto de sua casa. Após todo esse período de desafios e medos, vamos aos poucos proporcionar saúde e bem-estar com a volta das atividades para o público da terceira idade”, destacou o reitor, Euler Ribeiro.

Cursos e oficinas oferecidos – Na sede da FUnATI, localizada na avenida Brasil, bairro Santo Antônio, serão oferecidos os cursos de artesanato, caminhada e alongamento, dança, violão, equilíbrio corporal, espanhol, exercitando a memória, massoterapia, fisioterapia preventiva, geronturismo, hatha yoga, pilates e tai chi chuan.

Já na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (ESA/UEA) serão oferecidas turmas de pilates. O prédio está localizado na avenida Carvalho Leal, 1.777, bairro Cachoeirinha.

Reserva on-line – As reservas de vagas serão realizadas exclusivamente on-line pelo site https://reserva.funati.am.gov.br, a partir das 7h do dia 2 de agosto de 2021, para atividades que acontecerão na sede da FUnATI e ESA/UEA. Os candidatos poderão realizar reserva em até dois cursos oferecidos nestas unidades, enquanto houver disponibilidade de vagas.

Para o preenchimento da reserva será necessário nome completo, data de nascimento, CPF, e-mail válido (próprio ou de terceiros), 50 anos de idade ou mais e cartão de vacinação da covid-19 com as doses completas.

Matrículas – O aluno receberá a confirmação da reserva de vagas por e-mail, no qual constará a data definida para a matrícula, no dia 3 ou 4 de agosto. A matrícula deverá ser feita na sede da FUnATI, nos horários das 8h às 11h e das 14h às 16h, presencialmente, com a apresentação dos documentos originais ou cópias, de identidade, CPF, comprovante de residência e o comprovante de vacinação completa contra a Covid-19.

Para esclarecer dúvidas ou obter mais informações, basta entrar em contato pelo Fale Conosco FUnATI, pelo número (92) 98204-5390, ou pelo e-mail extensaofunati@gmail.com.

*Com informações da Assessoria

Governo do Amazonas entrega mais de 1,7 mil cestas básicas para pescadores de Autazes

0

Nesta quinta-feira (29/07), o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), e o Governo Federal, juntamente com a prefeitura de Autazes, entregaram 1.760 cestas básicas para pescadores artesanais que foram afetados pela pandemia e cheia dos rios, naquele município, distante 113 quilômetros de Manaus.

A entrega simbólica ocorreu no Ginásio Poliesportivo Jucá Siqueira, situado na rua Francisco Barroncas, onde foram distribuídas 733 cestas básicas para Colônia-07, 529 para o Sindicato dos Pescadores de Autazes e 498 para a Associação de Pescadores do município, totalizando 1.760 cestas que vão beneficiar as famílias dos pescadores afetados.

De acordo com o secretário titular da Sepror, Petrucio Magalhães Júnior, a união de esforços entre Governo do Amazonas, Governo Federal e as prefeituras municipais é essencial para beneficiar os pescadores artesanais nesse momento difícil.

“Todos os municípios do Amazonas possuem pescadores artesanais e irão receber cestas básicas. O pescador e a pescadora são pessoas dignas e valorosas, e essa não é a primeira vez que estamos no município para fazer entregas para os produtores rurais. O setor primário nunca foi tão valorizado, quem ganha é o Amazonas, é o nosso produtor rural”, afirmou Petrucio.

Foto: Emerson Martins

Cooperação – A aquisição das cestas foi feita pelo Governo Federal, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Ministério da Cidadania (MC) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As entregas serão realizadas pelo Governo do Amazonas, por meio da Sepror, em parceria com a Superintendência Federal da Agricultura (SFA/Mapa/AM) e prefeitura local.

As cestas são destinadas para as colônias, associações e sindicatos da atividade pesqueira, que fazem a entrega para os pescadores cadastrados que possuem o Registro Geral de Pesca (RGP) ativo junto à Secretaria Especial de Aquicultura e ao Mapa.

O prefeito em exercício de Autazes, Marcelo Tupinambá, ressalta que o pescador, assim como o agricultor familiar, são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do estado.

“Quero falar um pouco do pescador, que, com seu trabalho humilde, está todo dia no sol e na chuva, com a pesca sendo boa ou não, mas nunca desistiu de trazer o pescado para a mesa de toda a população. A Prefeitura em parceria com o governo estadual e federal, sempre vão lutar para beneficiar essa categoria que é tão importante para o Amazonas”, afirma.

Ao todo, já foram beneficiados 17 municípios do Amazonas com a entrega das cestas básicas, totalizando aproximadamente 19,1 mil cestas básicas entregues para os pescadores.

No total, serão entregues aproximadamente 58,9 mil cestas de alimentos para os pescadores artesanais cadastrados em entidades cadastradas ao SFA/Mapa, que residem nos 61 municípios do estado e na capital, Manaus.

“Estamos muito felizes, com as três entidades no evento, isso mostra união, mostra a força do pescador que é tão importante. Agradeço de coração ao governador Wilson Lima, à prefeitura e ao Governo Federal. Como diz o ditado: a união faz a força”, finalizou o presidente do Sindicato de Pescadores de Autazes (SindPesca), Washington Brasil.

Cada cesta pesa 21 quilos e contém 10 quilos de arroz, quatro quilos de feijão, dois quilos de farinha de mandioca; dois quilos de açúcar; um quilo de flocos de milho, um quilo de macarrão e um quilo de leite em pó.


Vacinação – O Governo do Estado e a Prefeitura de Autazes aproveitaram a oportunidade da distribuição das cestas para aplicar promover a imunização ao Covid-19 entre os pescadores e familiares que ainda não receberam a primeira dose. A estimativa foi a de imunizar aproximadamente 850 pessoas com mais de 18 anos com as doses das vacinas Janssen, AstraZeneca e CoronaVac.

*Com informações da Assessoria