Transferência de pacientes do Acre para o Amazonas – Foto: Lucas Silva/Secom
Desencadeada pelo Governo do Amazonas, a “Operação Gratidão” tem mobilizado todos os esforços para ajudar outros estados brasileiros que passam, atualmente, pelo período mais crítico da pandemia de Covid-19. No início da manhã desta segunda-feira (29/03), mais três pacientes vindos do Acre chegaram a Manaus. O grupo desembarcou no Aeroporto de Ponta Pelada, na zona sul da capital, e foi encaminhado ao Hospital Delphina Aziz, referência em casos da doença.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), os pacientes têm quadros graves da Covid-19 e darão continuidade ao tratamento em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Delphina Aziz.
Durante a recuperação em Manaus, os pacientes são acompanhados por técnicos do Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS), que atuam do início ao fim do tratamento, garantindo que os familiares recebam constantes informações dos pacientes, além de também serem responsáveis pela logística de retorno dos transferidos.
Com a chegada desta segunda-feira, o Amazonas já totaliza o recebimento de 48 pacientes vindos de outros estados. Destes, seis já receberam alta hospitalar e retornaram para as cidades de origem.
Operação ‘Gratidão’
Foto: Lucas Silva/Secom
Operacionalizada pela SES-AM, a iniciativa estadual, conta com apoio do FPS, Secretaria de Assistência Social (Seas), Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) e Casa Militar.
Além do recebimento de pacientes, o Governo do Amazonas tem dado assistência a outros estados com o envio de insumos e disponibilização do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), para auxiliar na análise de exames RT-PCR.
Segundo a SES, foram enviados 200 cilindros de oxigênio para o Paraná, 70 concentradores de oxigênio para o Rio Grande do Norte e outros 50 concentradores para Rondônia.
Além disso, Rondônia também já recebeu 18 mil unidades de medicamentos para tratamento da Covid-19, dentre os quais estão neurobloqueadores e sedativos.
Os trabalhos para desencalhar o meganavio Ever Given, que está no Canal de Suez desde terça-feira, 23, foram bem-sucedidos A Leth Agencies informou nesta segunda-feira, 29, que o navio foi retirado do banco de areia e desobstruiu a passagem do canal, após intensos trabalhos com equipamentos de dragagem, rebocadores e com ajuda da maré alta. “O almirante Osama Rabie, presidente da Autoridade do Canal de Suez, proclamou a retomada do tráfego de navegação no canal”, anunciou a instituição responsável pela via marítima em um comunicado.
Agora, os rebocadores vão puxar a embarcação em direção a um grande lago, no meio da hidrovia, onde a mesma passará por inspeções. Mais cedo nesta segunda-feira, os engenheiros afirmaram que conseguiram fazer o navio flutuar parcialmente, sem fornecer mais detalhes sobre quando a embarcação seria liberada.
Os trabalhadores conseguiram tirar a proa do tamanho de um arranha-céu da parte arenosa do canal, onde a embarcação estava presa, causando um prejuízo diário de US$ 9,6 bilhões e deixando centenas de navios na fila.
Embora o avanço tenha marcado o movimento mais significativo da embarcação desde que ficou presa, a tripulação de resgate pediu cautela, pois ainda há obstáculos. “Não comemore tão cedo”, disse Peter Berdowski, CEO da Boskalis, a empresa de resgate contratada para extrair o Ever Given, a uma rádio da Holanda.
Dados de satélite do MarineTraffic.com mostraram que a proa do navio, antes alojada nas profundezas da margem do canal, foi parcialmente tirada da costa. A popa do navio girou e agora está no meio da hidrovia, mostraram os dados de rastreamento.
Espera e perdas
Os navios carregados à espera do desbloqueio transportam desde carros, petróleo iraniano para a Síria, 130 mil ovelhas e laptops. Eles abastecem grande parte do globo enquanto percorrem o caminho mais rápido da Ásia e Oriente Médio para a Europa e a Costa Leste dos Estados Unidos.
Alguns navios decidiram não esperar, dando meia-volta para fazer o caminho mais longo ao redor do extremo sul da África, uma viagem que pode adicionar pelo menos duas semanas ao trajeto e custar mais de US$ 26 mil por dia em combustível.
“Cerca de 90% do comércio varejista global se move em contêineres”, disse Alan Murphy, fundador da Sea-Intelligence, empresa de dados e análises marítimas. “Então tudo é impactado. Diga o nome de qualquer marca e ela ficará presa em uma dessas embarcações”, completou. (Com agências internacionais).
Enquanto o Congresso ainda discute se instala uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação do governo Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19, deputados estaduais e vereadores já abriram apurações locais em pelo menos nove Estados. Após priorizar a fiscalização dos gastos com o tratamento de doentes, agora entraram na mira das comissões casos de fura-fila da vacinação.
Na sexta-feira, 26, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), foi afastado do cargo pela segunda vez. No ano passado, ele foi absolvido no primeiro processo de impeachment e, agora, ficará sem exercer o mandato por até 120 dias. A decisão é do Tribunal Especial de Justiça, que aceitou denúncia derivada da CPI dos Respiradores, iniciada em abril do ano passado.
A apuração legislativa apontou responsabilidade de Moisés na compra de 200 equipamentos por R$ 33 milhões. Apenas 50 foram entregues. Após a decisão, o governador afirmou, em rede social, que “não há justa causa para o impeachment, como já atestaram o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Polícia Federal”.
Em Minas Gerais, o governo de Romeu Zema (Novo) virou alvo de uma investigação que pode torná-lo o terceiro governador a enfrentar um processo de impeachment – Wilson Witzel (PSC) está afastado do governo do Rio desde agosto do ano passado. O pedido de apuração contra a gestão Zema tem como origem a denúncia de que 1,8 mil funcionários da Secretaria de Saúde tomaram vacina mesmo sem cumprir requisitos prioritários, como idade. O caso levou à exoneração do secretário Carlos Eduardo Amaral, entre outros funcionários.
Com uma base aliada formada por apenas 11 dos 77 parlamentares mineiros, o governo não teve força para impedir a instalação da comissão no último dia 11. Em 24 horas, o número de assinaturas chegou a 39 – 13 a mais que o necessário.
Zema afirmou que não tinha conhecimento do caso e que determinou investigação interna. Amaral, que tem 52 anos e é médico, disse que agiu dentro das regras do Plano Nacional de Imunização. Ele foi um dos vacinados. Para o deputado Cristiano Silveira (PT), as investigações precisam ser aprofundadas. “A CPI começou agora, mas, se for comprovado crime de responsabilidade por parte do governador, o impeachment pode ocorrer.”
Segundo o jurista Pedro Serrano, o federalismo brasileiro prevê uma competência “concorrente” quando se trata de questões de saúde. “No SUS, a União produz normas gerais, planejamento, coordenação. Estados e municípios têm funções de execução. O cumprimento das normas, portanto, é passível de verificação e responsabilização pelos chefes do Executivo nas três esferas”, afirmou.
Prisões
Em Roraima, o governador Antônio Denarium (PSL) já foi alvo de pedidos de impeachment ao longo do funcionamento da CPI que investiga a atuação de seu governo na área da Saúde. Nenhum deles prosperou até agora, mas a apuração já resultou no cancelamento de 23 contratos suspeitos, no valor de R$ 85 milhões, e na prisão de mais de 20 pessoas.
Além disso, irregularidades na compra de máscaras a preços superfaturados levaram à demissão do então secretário de Saúde de Roraima, Francisco Monteiro Neto. Em nota, o governo disse que encaminhou todos os processos aos órgãos de controle, além de exonerar “vários servidores”. Monteiro Neto não foi localizado.
No Amazonas, o governador Wilson Lima (PSC) pode entrar na mira de uma segunda CPI, desta vez para apurar suspeitas de superfaturamentos na montagem de hospital de campanha e responsabilidade pela falta de oxigênio em unidades de Saúde no Amazonas, em janeiro deste ano. Em setembro do ano passado, a CPI da Saúde investigou contratos irregulares, além de eventuais crimes de responsabilidade e improbidade supostamente cometidos por Lima, mas a base do governo conseguiu maioria e arquivou a denúncia. Procurado pelo Estadão, o governo afirmou que “todas as ações adotadas pelo Executivo estadual no combate à pandemia prezam pela transparência e respeito aos recursos públicos aplicados”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
O cantor Orlando Morais, de 59 anos, usou as redes sociais neste domingo, 29, para agradecer o carinho e as orações dos fãs para sua recuperação. Ele havia testado positivo para o novo coronavírus no dia 15 de março e precisou ser internado por complicações no dia 23. O cantor e compositor está em um hospital de Brasília.
No vídeo, o marido da atriz Gloria Pires aparece em uma cama e segurando o aparelho de oxigênio que o ajuda na recuperação. Com muita dificuldade para respirar, o cantor agradeceu aos fãs pelo apoio.
“Gratidão por todas orações que tenho recebido! Minhas orações para todos que estão passando por esse momento tão difícil! Inclua nas suas orações aqueles que nesse momento não estão conseguindo fazer seus tratamentos”, ressaltou.
Orlando Morais também tentou passar uma mensagem de otimismo aos internautas: “o Brasil é grande. A gente vai chegar lá, tenho certeza que tudo, tudo vai passar”. O cantor pausa para tossir e conclui: “e a gente vai de novo ser feliz outra vez”. O músico agradeceu à esposa, aos filhos e amigos por estarem ao lado dele nesse momento.
Diante da pressão do Congresso para que o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, deixe o governo, o vice-presidente Hamilton Mourão avaliou nesta segunda-feira, 29, como uma “briga política” a possibilidade de senadores pedirem o impeachment do chanceler no Supremo Tribunal Federal (STF). Mourão disse que a situação do ministro no governo é analisada desde a semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro e que é preciso aguardar a decisão do chefe do Executivo.
“Os ministros são escolhidos pelo presidente. O presidente toma decisão de acordo com a visão que os assessores dele lhe passam. Não sei o que vai acontecer”, comentou em conversa com jornalistas nesta manhã ao chegar à vice-presidência. Questionado, Mourão minimizou a intenção dos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) de apresentarem ao STF um pedido de impeachment contra Araújo. “Nunca vi impeachment de ministro. Isso aí tudo é briga política”, disse.
O vice-presidente diz ter tomado conhecimento ontem sobre a pressão contra o chanceler brasileiro. Mourão também acrescentou não ter conversado com Bolsonaro sobre o assunto, mas se dispôs a opinar sobre a situação de Araújo no governo caso Bolsonaro o questionasse. “Deixo aí a critério de quem tem o poder de decidir isso. A minha opinião, se o presidente perguntar, digo para ele, só para ele”, afirmou.
Em janeiro, Mourão afirmou que mudanças na equipe ministerial eram cogitadas por Bolsonaro e citou como uma das possibilidades a saída de Ernesto Araújo. Depois, a fala do vice foi negada por Bolsonaro. Na época, a atuação do ministro era colocada em dúvida após dificuldades de negociações com a China na aquisição de insumos para a vacina contra a covid-19. Araújo chegou a ser afastado das articulações com o governo chinês, em função de já ter protagonizado atritos com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming.
Desde a semana passada, parlamentares têm cobrado publicamente a demissão do chefe do Itamaraty. Neste fim de semana, o ministro protagonizou atrito com a senadora Kátia Abreu (PP-TO), que é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Em suas redes sociais, Araújo divulgou o conteúdo de uma conversa com Kátia Abreu e tentou associar a pressão para que deixe o ministério a um lobby em relação ao 5G.
“Vamos aguardar para ver o que vai acontecer. O presidente Bolsonaro está raciocinando sobre isso desde a semana passada, vamos ver qual decisão ele vai tomar”, concluiu Mourão.
São Paulo, 29 (AE) – O Ministério da Educação (MEC) divulga nesta segunda-feira, 29, a partir das 18h, as notas individuais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. O resultado da prova pode ser conferido na Página do Participante e também no aplicativo Enem Inep disponível no Google Play (para dispositivos Android) e na App Store (para iOS).
O resultado estará disponível tanto para os candidatos que fizeram a prova física quanto para aqueles que fizeram o Enem digital. Alunos treineiros, que ainda não terminaram o ensino médio, só terão acesso às notas no dia 28 de maio.
O candidato pode acessar a página do participante com o login gov.br, um acesso único a diversos serviços digitais do Governo Federal. Em caso de dúvidas ou dificuldades, o MEC disponibilizou um telefone para consultas: 0800 616161.
Veja abaixo o passo a passo para a consulta:
Como consultar o resultado do Enem 2020:
Acesse https://enem.inep.gov.br/participante/#!/
No chat, clique em “Página do Participante – Entrar com gov br”
Digite seu CPF, clique em “Avançar” e digite sua senha. Clique em “Entrar”.
Na próxima página você deve selecionar qual edição do Enem deseja consultar, caso tenha prestado a prova mais de uma vez.
Como recuperar a senha:
Acesse https://enem.inep.gov.br/participante/#!/
No chat, clique em “Página do Participante – Entrar com gov br”
Digite seu CPF e clique em “Avançar”
Selecione “Esqueci minha senha” e escolha algum modo de recuperação disponível.
Os resultados estão divididos entre as cinco áreas do conhecimento: Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias e Redação.