Operação Acolhida ultrapassa 125 mil migrantes e refugiados venezuelanos recebidos pelo Brasil

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A Operação Acolhida alcançou mais de 125 mil migrantes e refugiados da Venezuela que foram interiorizados pelo Brasil. Essas pessoas estão atualmente distribuídas em 1.026 municípios em todas as regiões do país, sendo Curitiba (PR) e Manaus (AM) os municípios com o maior número de beneficiários da ação.

Essa iniciativa visa oferecer apoio ao deslocamento voluntário, seguro e organizado de populações refugiadas e migrantes, além de buscar novas oportunidades de integração socioeconômica e cultural. O objetivo do Governo Federal com a Operação Acolhida é proporcionar uma resposta humanitária às demandas provenientes da fronteira com a Venezuela.

Para alcançar esse objetivo, a operação é composta por um conjunto de ações e envolve diversos atores, distribuídos em comitês. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome coordena o processo de interiorização dessas pessoas, liderando o Subcomitê Federal para Acolhimento e Interiorização de Imigrantes em Situação de Vulnerabilidade.

De acordo com levantamento realizado pelo comitê em janeiro deste ano, a população refugiada e migrante venezuelana fora dos abrigos da Operação Acolhida aumentou 8%. Nos abrigos temporários, foram registrados 210 atendimentos nos serviços de pernoite, enquanto nas ocupações espontâneas não houve um aumento significativo em relação ao mês anterior.

A Operação Acolhida é estruturada em torno de três eixos principais: ordenamento de fronteira, acolhimento e interiorização. O último eixo é dividido em quatro modalidades: Institucional, Reunificação Familiar, Reunião Social e Vaga de Emprego Sinalizada.

Essa estratégia de interiorização teve início em abril de 2018, visando a realocação voluntária, segura, ordenada e gratuita de refugiados e migrantes venezuelanos em situação de vulnerabilidade de Roraima para outras cidades do Brasil. O Comitê Federal de Assistência Emergencial, presidido pela Casa Civil da Presidência da República, coordena o trabalho intersetorial da resposta humanitária, com apoio das Forças Armadas e de diversas outras entidades e organizações.

*R7/Foto: GEMA CORTES / OIM – ARQUIVO

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