PMs envolvidos em ação que deixou universitário morto em Manaus são afastados das ruas

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Os policiais militares envolvidos na ação que deixou o universitário Marco Aurélio Winholt Castro, de 20 anos, morto foram afastados das ruas. O jovem, que cursava Relações Públicas na Universidade de Federal do Amazonas (Ufam), morreu após ser baleado nas costas, em Manaus.

  • Universitário morre após ser baleado durante ação da PM em Manaus: ‘jovem de um futuro promissor’, diz pai

O caso aconteceu na noite de sexta-feira (6), na comunidade Raio de Sol, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus.

Depois da morte do estudante, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) informou, em nota, que policiais militares tinham ido ao local após receberem uma denúncia de que homens armados estavam entrando em residências e ameaçando moradores.

De acordo com a polícia, os suspeitos fugiram, quando perceberam a presença dos PMs. “Em seguida, os policiais identificaram um cidadão baleado, prestaram socorro e o conduziram para o Hospital e Pronto-Socorro (HPS) João Lúcio, na Zona Leste, onde a vítima veio a óbito”, disse a Polícia Militar, na nota.

A vítima era Marco Aurélio Winholt. De acordo com testemunhas, os PMs efetuaram dois disparos quando chegaram à comunidade, e um deles atingiu as costas do universitário.

Nesta quarta-feira (11), a PMAM afirmou que os policiais envolvidos na ocorrência foram afastados dos serviços nas ruas. Segundo a corporação, as armas deles também foram recolhidas. A polícia ainda não informou de onde partiu o tiro que matou o jovem.

Conforme a PM, um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado pelo comando da PMAM para apurar o caso, que também está sendo investigado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e acompanhado pela Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública.

“Um afastamento total das funções dos agentes só poderá ser realizado pela instituição após a finalização do IPM, caso seja comprovada algum tipo de conduta ilícita por parte dos policiais militares”, disse a nota.

‘Futuro promissor’

No domingo (8), Hugo Castro, pai de Marco Aurélio, disse acreditar que o filho foi assassinado. “Um crime cruel, uma vítima”, afirmou, ao g1.

Para o pai, o universitário teve um futuro promissor interrompido. “Ele era já MEI [Microempreendedor Individual] com 20 anos. Tinha seu próprio veículo e uma boa conta bancária, e tudo isso honestamente”, afirmou.

Marco Aurélio cursava o quinto período de Relações Públicas na Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da Ufam.

De acordo com Hugo Castro, o filho também era proprietário de uma loja virtual de óculos, que agora ficará sob responsabilidade de um irmão da vítima.

O velório do jovem aconteceu no sábado (7). O corpo dele foi sepultado no domingo (8), no Cemitério Parque Tarumã, na Ponta Negra.

*G1/FOTO: Reprodução/Redes Sociais

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