Policial penal é assassinado em meio a onda de ataques no RN

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Um policial penal de 49 anos foi morto a tiros por criminosos, na noite de sexta-feira (17/3), em São Gonçalo do Amarante (RN). O servidor Carlos Eduardo Nazário foi vítima de um atentado ligado a uma onda de ataques que criminosos têm imposto ao Rio Grande do Norte desde a última terça-feira (14/3).

Polícias de outros estados e o governo federal já enviaram pessoal e equipamentos de segurança, como helicópteros, para ajudar o governo do Rio Grande do Norte a coibir a violência que seria coordenada de dentro de presídios, mas até o momento, o caos avança.

São Gonçalo do Amarante é uma das 39 cidades potiguares onde há registro de atentados criminosos. De acordo com as autoridades locais, o policial penal assassinado estava em um comércio do bairro onde vivia, por volta das 21h30 de sexta, quando foi atacado a tiros. Ele foi atingido no tórax, braço e perna e chegou a ser levado para o Hospital Santa Catarina, na zona norte de Natal, mas não resistiu.

Além de terem como alvo servidores da segurança, os bandidos têm feito atentados contra os serviços de transporte e de saúde. Desde o meio da semana, escolas públicas e particulares e postos de saúde têm ficado fechados. O transporte público também foi suspenso e parte do comércio fechou as portas.

Balanço do combate aos criminosos

De acordo com o último balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, 104 suspeitos foram presos até às 6h deste sábado (18/3). 29 armas de fogo, 87 artefatos explosivos e 23 galões de galões de gasolina também foram apreendidos ao longo da operação de combate aos ataques criminosos.

Na sexta (18/3), o Ministério Público Federal (MPF) solicitou informações sobre o sistema prisional do Rio Grande do Norte. O objetivo é reunir uma série de dados e elementos que possam contribuir para o trabalho do órgão em relação a onda de ataques que paralisaram o estado na última semana.

O MPF enviou o ofício ao Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, para solicitar acesso ao último relatório de vistoria realizada pelo órgão, que aponta graves violações no sistema prisional no Rio Grande do Norte. Além disso, o documento pede que outras informações consideradas relevantes sobre a atual crise de segurança no estado devem ser encaminhadas.

O MPF deverá verificar possível violação de tratados internacionais ratificados pelo Brasil e do repasse de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) ao Rio Grande do Norte.

*Metrópoles

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