Rio Negro anuncia acordo para pagar dívidas e livrar sede de ser leiloada

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O TRT-11 (Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região – Amazonas e Roraima) aceitou, nesta quinta-feira (12), a proposta do Rio Negro para nova regularização de dívidas trabalhistas. De acordo com nota emitida pelo clube, “tais dívidas se arrolam há anos, sendo provenientes de gestões anteriores. Agora, coloca-se um ponto final nas recorrentes idas da sede social à Leilão por dívidas trabalhistas”.

O presidente do Rio Negro, Jefferson Oliveira, disse ao ATUAL que as tentativas de leiloar a sede social do clube eram “um tormento que se arrastava desde 2012”. Entre 2021 e 2023 o TRT-11 incluiu a sede, tombada como patrimônio histórico, em três leilões públicos para pagamento de dívidas trabalhistas.

Em 22 de março de 2021 a sede foi arrematada pelo empresário sul-coreano Sung Un Song, por R$ 3,78 milhões. À época, a sede foi avaliada pelos leiloeiros em R$ 9 milhões. Em 25 de maio o comprador comunicou a desistência e a sede foi devolvida ao clube. Song perdeu R$ 900 mil – R$ 720 mil pago como sinal da compra e R$ 180 mil da comissão do agente leiloeiro.

A sede, no Centro de Manaus, voltou a ser incluída em leilão este ano. Porém, em 9 de março, quatro dias antes do primeiro leilão de 2023, o clube conseguiu retirar a sede social dos bens listados para venda ao apresentar o Pept (Plano Especial de Pagamento Trabalhista). A aprovação deste plano ocorreu nesta quinta-feira (12).

Em maio a sede social voltou a ser incluída entre itens a serem leiloados, mas foi novamente retirado. “Com este fato superado, o clube continuará seu planejamento visando grandes mudanças, em sua estrutura física e pessoal e de imagem”, diz outro trecho da nota emitida pelo Rio Negro.

O presidente Jefferson Oliveira disse que “esse foi o acordo final. Parcelamos todas as dívidas que estavam no processo do Leilão. E vamos começar a pagar. Foi muita luta pra conseguir isso. Estou desde 2019 lutando pra buscar uma saída”.

“Esse leilão [da sede social do clube] vem atormentando desde 2012. Era só um processo e com o passar dos anos viraram 11. Graças a Deus nosso corpo jurídico conseguiu uma solução que foi aceita pelo TRT”, completou Oliveira.

Foto: Divulgação/Rio Negro

*Amazonas Atual

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