São Paulo não quer que Dorival sonhe em voltar ao Flamengo. Oferece contrato até 2026. Faz com ele o que deu errado com Ceni

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Muito mais do que os beijinhos que recebeu de Gabigol, Dorival Júnior ficou muito emocionado, tocado pelo que ouviu dos jogadores do Flamengo, quando os consolava pela derrota na final da Copa do Brasil.

Foi cumprimentando um a um os atletas de Jorge Sampaoli.

Abraços e confidências ao pé do ouvido.

Ninguém da direção do São Paulo ousou questioná-lo no domingo. 

Nem vai perguntar nada.

Até porque o presidente Julio Casares quer prorrogar o contrato do técnico, que terminará apenas em dezembro de 2024.

Casares sabe que a conquista da Copa do Brasil é a garantia que faltava para conseguir um novo mandato.

Ele já conta com cerca de 70% dos conselheiros que votam para presidente.

A eleição será em novembro.

E há enorme possibilidade de ele ser candidato único.

Casares conseguiu mudar o estatuto do clube, garantindo a possibilidade de reeleição, que era proibida.

Sabe que deverá ser o presidente até 2026.

Por isso quer realizar com Dorival o sonho que fracassou com Rogério Ceni.

Torná-lo o “novo Telê Santana”, ocupando o cargo de treinador por um longo período.

Deixando o cargo com Casares.

O sonho do dirigente, além da renovação, é oferecer um grande time a Dorival. Para que o clube tenha condições não só de disputar, mas de vencer a Libertadores. E voltar a disputar um Mundial.

“Na primeira oportunidade, nós vamos sentar para tentar até esticar. Não só pela capacidade do Dorival. Se não tivesse ganho o título, seria a mesma coisa. Com o Rogério foi assim, o Rogério perdeu título e nós prorrogamos contrato.

“O São Paulo acredita na longevidade dos técnicos, e o Dorival é maravilhoso, um estrategista. Mas o Lucas Silvestre, seu filho, o Pedrinho, o Celso, é uma comissão técnica que integrada com a nossa deu uma boa química. Nós queremos continuar essa integração com a base, e certamente nós vamos conversar já.”

Há explicação na aflição de Casares.

Porque o dirigente quer que o treinador defina os jogadores que deverão ser contratados para 2024. Preferencialmente com potencial para ficar, no mínimo, duas temporadas, em alta competitividade.

Antes, a prioridade do dirigente e de Dorival está na permanência de Lucas. Ele terá, se quiser, um contrato de quatro anos. Se declinar, há o plano B. Um ano apenas para que dispute, pelo menos, a Libertadores.

Dorival sabe que Caio Paulista será comprado. E Rafinha renovará. Assim como Pato não ficará. A direção promete “fazer o possível” para segurar o atleta mais assediado por clubes europeus. O jovem zagueiro Beraldo.

Enquanto ganha essa enorme responsabilidade no São Paulo, Dorival se mantém fiel ao que avisou em julho.

“Eu tenho certeza de que um dia isso vai acontecer (voltar ao Flamengo), não sei se vai demorar um, dois ou cinco anos, mas eu ainda vou voltar para finalizar tudo aquilo que ainda ficou aberto”, prometeu o treinador.

Ele ainda não se conforma com sua demissão, depois de vencer a Libertadores e a Copa do Brasil, na Gávea. E ser trocado pelo português Vítor Pereira.

Mas, antes de Dorival pensar a sério no seu retorno ao Flamengo, a direção do São Paulo quer fazer o máximo para segurá-lo.

Se depender de Casares, até 2026…

*R7/FOTO: SÃO PAULO

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