Início Brasília TCU vai analisar se autoridades participaram de eventos na mansão de Vorcaro

TCU vai analisar se autoridades participaram de eventos na mansão de Vorcaro

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O Ministério Público pediu ao TCU (Tribunal de Contas da União) para identificar as autoridades públicas federais, incluindo procuradores e magistrados, que participaram dos eventos realizados na casa de veraneio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em Trancoso, Bahia.

Dono do Banco Master, Vorcaro foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, em novembro do ano passado.

De acordo com a polícia, Vorcaro estaria prestes a embarcar para o exterior em um avião particular. Ainda segundo a PF, as investigações começaram em 2024 para apurar um esquema irregular de venda de carteiras de crédito. A polícia investiga crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.

Eventos

Esses eventos, denominados “Cine Trancoso”, teriam contado com a presença de altas autoridades dos Três Poderes da República, incluindo integrantes do Poder Executivo do governo anterior, membros do mercado financeiro, da política e do meio jurídico.

Para o procurador Lucas Furtado, a situação levanta preocupações sobre possíveis irregularidades e impactos na administração pública, especialmente considerando o envolvimento de autoridades federais.

“Não se sabe ao certo a extensão dos fatos, nem a magnitude das possíveis irregularidades que podem estar associadas aos eventos realizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Há indícios de que autoridades federais de alta cúpula possam estar envolvidas, o que reforça a necessidade de uma apuração rigorosa e transparente”, diz.

Para o procurador, a possibilidade de envolvimento de autoridades de alta cúpula em eventos que podem estar relacionados a um escândalo financeiro de grandes proporções representa um risco sistêmico para a confiança nas instituições públicas.

“É imprescindível que o Tribunal de Contas da União exerça seu papel fiscalizatório com a máxima diligência, contribuindo para o esclarecimento dos fatos e para a proteção do interesse público.

 

 

*r7/Foto: Reprodução

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