O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro disse em depoimento à Polícia Federal (PF) que a instituição tinha problemas de liquidez e usava o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como modelo de negócio.
O blog teve acesso à transcrição do depoimento dado em dezembro à delegada da PF responsável pelo caso.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro disse em depoimento à Polícia Federal (PF) que a instituição tinha problemas de liquidez e usava o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como modelo de negócio.
O blog teve acesso à transcrição do depoimento dado em dezembro à delegada da PF responsável pelo caso.
O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, mas os sinais mais claros de que havia algo errado surgiram em março, quando houve uma tentativa de venda para o Banco de Brasília (BRB).
Em agosto, o Conselho Monetário Nacional convocou uma reunião extraordinária e aprovou novas regras para aumentar a segurança do sistema. No mercado financeiro, essas mudanças foram entendidas como uma reação às práticas agressivas do Master para captar recursos e uma espécie de “freio” para evitar casos similares. As regras:
- Contribuição extra dobrada: bancos considerados mais arriscados vão pagar uma taxa maior para o Fundo Garantidor de Créditos. A taxa passa de 0,01% para 0,02% sobre o total dos depósitos que podem ser protegidos pelo fundo;
- Gatilho antecipado: as instituições financeiras pagavam essa taxa extra quando os depósitos cobertos pelo FGC chegam a 75% do permitido para a instituição. Com as novas regras, essa cobrança começa mais cedo, quando atingirem 60%;
- Mais títulos públicos, menos risco: quando os recursos da instituição ultrapassarem mais de dez vezes o seu patrimônio líquido, o excedente vai ter que ser investido em títulos públicos federais – que são mais seguros.
*g1/Foto: Reprodução


