Aleam aprova projeto do Delegado Péricles que aperta o cerco contra venda de bebidas adulteradas no AM

Publicado em

Na prática, proposta estabelece prazos, penalidades e amplia mecanismos de fiscalização no Estado

A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas aprovou, na tarde dessa quinta-feira (9), o Projeto de Lei nº 869/2025, de autoria do deputado estadual Delegado Péricles, que cria regras mais rígidas para coibir a comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas no Estado.

A proposta prevê a responsabilização solidária de estabelecimentos comerciais que venderem bebidas adulteradas, contaminadas ou falsificadas, especialmente nos casos em que houver danos à saúde ou à vida do consumidor. Com isso, bares, distribuidoras e demais pontos de venda poderão responder conjuntamente com fabricantes, importadores ou distribuidores pelos prejuízos causados.

De acordo com o texto aprovado, o comerciante poderá se isentar da responsabilidade caso comprove, de forma inequívoca, a origem lícita do produto por meio da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), contendo informações detalhadas como lote, marca e identificação do fornecedor.

O projeto também estabelece prazos e penalidades. “Em caso de suspeita de contaminação, o estabelecimento terá até 48 horas para apresentar a documentação fiscal que comprove a procedência do produto. Caso contrário, poderá sofrer sanções administrativas que vão desde advertência até multas entre R$ 5 mil e R$ 50 mil, além de suspensão ou até cassação do alvará de funcionamento em situações mais graves”, explicou o parlamentar.

Outro ponto da proposta é a ampliação dos mecanismos de denúncia. A população poderá comunicar casos suspeitos, inclusive de forma anônima, por meio de canais como disque-denúncia, aplicativos e plataformas oficiais, fortalecendo a fiscalização e o combate ao comércio irregular.

A matéria também prevê o agravamento das penalidades em situações que envolvam o uso de substâncias tóxicas, como o metanol, além da divulgação pública de estabelecimentos infratores, como forma de alertar consumidores e inibir a prática.

Na justificativa, o deputado destacou que o projeto busca enfrentar o mercado clandestino de bebidas adulteradas sem gerar novos custos ao Estado, utilizando mecanismos já existentes e reforçando a responsabilidade no setor comercial.

Com a aprovação em plenário, a proposta segue agora para sanção governamental.

 

 

*Com informações da Assessoria/Foto: Assessoria 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

Mulher morta por PM: veja contradições entre depoimentos de agentes e imagens de câmera corporal

As imagens da câmera corporal e os depoimentos dos...

Filho mata a mãe após discussão e esconde corpo por três dias em MG

Belo Horizonte — Um homem de 27 anos foi preso...

Graciele Lacerda fala de relação com os filhos de Zezé e o elogia: ‘Hoje tem mais maturidade’

“Está sendo lindo, mas também desafiador.” É com essa...

Liberação de FGTS não resolve dívidas e pode virar estímulo ao consumo, avaliam especialistas

O governo federal estuda liberar R$ 17 bilhões do FGTS (Fundo...