Dólar opera em alta e bate R$ 5,81, com inflação, fiscal e tarifas de Trump em foco; Ibovespa sobe

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O dólar opera em alta nesta terça-feira (25), com investidores de olho em novos dados de inflação no Brasil, falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a expectativa do início das tarifas dos Estados Unidos sobre as importações de outros países.

Segundo o IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, avançou 1,23% em fevereiro. O resultado representa uma alta de 1,12 ponto percentual em relação ao IPCA-15 de janeiro, que ficou em 0,11%.

O mercado também repercute a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em evento do BTG Pactual nesta manhã. Ele afirmou que a agenda para as contas públicas “não pode perder ímpeto e momento” com a troca no comando na Câmara dos Deputados e no Senado.

Já no exterior, investidores continuam reagindo às expectativas de que as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre as importações do México e do Canadá devem começar a valer efetivamente em março, depois de um adiamento,

Essas tarifas — que outros países ameaçam corresponder — geram cautela no mercado porque podem elevar os preços de insumos e produtos no mundo todo, pressionando a inflação.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, também opera em alta.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Dólar

Às 13h30, o dólar subia 0,25%, cotado a R$ 5,7700. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,8134. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,43%%, cotada a R$ 5,7554.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 0,43% na semana;
  • recuo de 1,40% no mês; e
  • perdas de 6,87% no ano.

Ibovespa

No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,64%, aos 126.202 pontos.

Na véspera, o índice teve baixa de 1,36%, aos 125.401 pontos.

Com o resultado, o Ibovespa acumulou:

  • queda de 1,36% na semana;
  • perdas de 0,58% no mês;
  • alta de 4,25% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

O mercado continua repercutindo as últimas falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em evento da B3 na segunda-feira.

Por aqui, após falas recentes do presidente Lula sobre sua intenção de baixar o preço dos alimentos e sobre enxergar um crescimento melhor do que o esperado para a economia, as atenções ficaram voltadas para a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em evento da B3.

O ministro afirmou que “não existe um ajuste fiscal possível” caso a economia não cresça, destacando que os desafios fiscais e a necessidade de investimentos públicos não serão resolvidos apenas com o arcabouço fiscal.

Haddad também afirmou ser “politicamente difícil” corrigir desequilíbrios fiscais, reforçando que a determinação do presidente Lula é que a equipe econômica encontre o equilíbrio das contas públicas sem penalizar a população mais pobre.

As falas do ministro se somam aos recentes posicionamentos de Lula sobre a economia e a necessidade de baixar os preços dos alimentos, voltando a colocar os holofotes do mercado sobre o quadro fiscal do país.

Diante de todo esse cenário, também ficaram no radar as falas recentes do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, sobre o Caged. Segundo o ministro, o país deve reportar a criação de 100 mil vagas de empregos formais em janeiro. O relatório deve ser divulgado na quarta-feira.

O número, bem acima do esperado pelo mercado, também acende o alerta sobre o futuro dos juros no país. Isso porque mais emprego significa mais renda na mão da população — o que pode pressionar a inflação e obrigar o Comitê de Política Monetária (Copom) a seguir com juros restritivos por mais tempo.

Fonte: G1/Foto: Dado Ruvic/Reuters

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