OPINIÃO TARCÍSIO

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O liso filiado ao Partido Republicano (PR), com base na Igreja Universal do Reino de Deus e liderado por um bispo evangélico, Tarcísio não se filiou ao PL de Bolsonaro e seguiu como a estrela do PR, de Direita, sagrando-se governador do maior Estado do Brasil: São Paulo. Decidiu caminhar com as próprias pernas depois de passar pelos governos de Dilma Roussef, Michel Temer e, principalmente, Bolsonaro, onde se destacou a nível nacional. Com 41 deputados federais e 2 senadores, o seu Partido é o décimo no ranking no Congresso, quase um anão. Portanto, sozinho o PR não tem força política consistente. Por isso faz parte da bancada de Direita do Congresso. Agora, num momento crucial de consolidação da união da Direita, o grande Tarcísio queimou a largada. Ele influenciou todos que pode a votar na Reforma Tributária, que a Direita não votaria, pelo menos no momento. Fernando Haddad foi mais eficiente que o Bolsonaro. Com apenas alguns meses de governo em São Paulo, um Estado riquíssimo, a sua vida foi organizar com alguma competência as facilidades que um cofre afortunado lhe oferece. Até aumentou de peso com a bonança dos alegres banquetes com milionários. E se tornou, para si, um semideus. O cara. Eleito à sombra do maior líder de Direita da história do país, ele e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, são os dois mais importantes representantes da Direita para uma possível candidatura presidencial em 2026, mas, ainda, com muitas passadas atrás do líder maior: Bolsonaro. Nem um e nem o outro são tão adorados pelo povo como Bolsonaro. Nem um e nem o outro sequer têm um décimo do carisma de Bolsonaro. Nem um e nem outro se elegeria hoje sem o apoio de Bolsonaro. É a realidade de hoje. Tarcísio mostrou, enfim, a que veio. Deixou de ser um eminente estadista para ser um simples político, desses que tanto faz como fez, vale o que ganha ou pode ganhar. Tão comum como Coca-Cola. E ele ganhou a queda de braços com o Mito. Traição? Porém, nem sempre quem sai na frente, ganhando dianteira, termina a corrida em primeiro lugar, como ensinou Emil Zatopek, o tchecoslovaco conhecido como “locomotiva humana”, medalha de ouro nos 10 mil metros e recorde olímpico em Helsinque, em 1952. A importância dessa votação não era, necessariamente, impedir que se formasse maioria a favor da Reforma Tributária, iniciada no governo Bolsonaro, mas não permitir, em hipótese alguma, que a Esquerda levasse a melhor. Era uma luta da Direita contra a Esquerda. Ideologia contra ideologia. O Tarcísio, aquele que, continuando assim, jamais será um estadista, resolveu ser do contra. Se fosse sob as leis comunistas, o seu “pescoço” já teria rodado. Ele, tão ignorante na cultura, no conhecimento sobre o comunismo, desconhece que a Esquerda não tem regra, não tem lei, não respeita qualquer lei ou acordo, só as suas. E até coloca fim aos seus traidores. Massa de manobra, boi de piranha, logo será depenado como a “galinha de Stalin”. Mais uma pedra rola por cima, mais uma pancada na testa. Mas, a Direita vencerá! Ou (…).

*Elias do Brasil

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