Primeiro-ministro da Grécia pede desculpas por acidente ferroviário que matou 57 pessoas

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A colisão entre um trem de passageiros e um de carga na terça-feira (28) perto de Lárissa gerou uma onda de protestos no país para denunciar um sistema ferroviário ultrapassado e uma série de descasos que levaram à tragédia.

Milhares de manifestantes se reuniram neste domingo em frente ao Parlamento, em Atenas, em protestos convocados por estudantes, ferroviários e trabalhadores. Centenas de balões foram lançados ao céu, em homenagem às vítimas.

“O interesse pelos lucros e a falta de medidas para proteger os passageiros levaram à pior tragédia ferroviária do nosso país”, disse à AFP Michalis Hasiotis, presidente de um sindicato de contadores.

O primeiro-ministro da Grécia, Kyriákos Mitsotákis, pediu desculpa aos familiares dos 57 mortos na pior tragédia ferroviária do país; novas manifestações terminaram em confronto neste domingo (5).

“Como primeiro-ministro, devo a todos, mas acima de tudo aos familiares das vítimas, desculpa”, escreveu o líder em mensagem à nação, publicada no Facebook.

A colisão entre um trem de passageiros e um de carga na terça-feira (28) perto de Lárissa gerou uma onda de protestos no país para denunciar um sistema ferroviário ultrapassado e uma série de descasos que levaram à tragédia.

Milhares de manifestantes se reuniram neste domingo em frente ao Parlamento, em Atenas, em protestos convocados por estudantes, ferroviários e trabalhadores. Centenas de balões foram lançados ao céu, em homenagem às vítimas.

“O interesse pelos lucros e a falta de medidas para proteger os passageiros levaram à pior tragédia ferroviária do nosso país”, disse à AFP Michalis Hasiotis, presidente de um sindicato de contadores.

Segundo jornalistas da AFP, houve confronto entre os manifestantes e a polícia, que acabou dispersando o protesto com gás lacrimogêneo.

Pouca experiência


O diretor da estação de Lárissa, apontado como responsável pela tragédia, admitiu sua responsabilidade pela colisão entre os dois trens, que durante vários quilômetros percorreram a mesma via na linha Atenas-Tessalônica.

O homem, cuja identidade não foi revelada, teria recebido apenas um treinamento de 40 dias para trabalhar como diretor da estação.

Segundo o jornal Kathimerini, a Justiça tenta esclarecer por que um inexperiente diretor ficou sem supervisão na estação por quatro dias de tráfego intenso devido ao feriado prolongado.

‘Assassinos!’


Segundo uma fonte judicial, a investigação pode “apresentar medidas judiciais, se necessário, contra membros da administração da companhia” ferroviária grega Hellenic Train.

A empresa é acusada de várias negligências que levaram à colisão. Manifestantes escreveram a palavra “assassinos” em vermelho em sua sede em Atenas.

A companhia se defendeu na noite de sábado e alegou que “esteve presente no local desde o primeiro momento” e que disponibilizou “uma central de atendimento (…) para prestar informações”.

A Hellenic Train também afirmou que é responsável apenas pelo transporte de passageiros e mercadorias, mas que a gestão da rede, sua manutenção e modernização são de responsabilidade da estatal ferroviária OSE.

Os representantes sindicais da companhia já haviam alertado sobre a situação há três semanas.

*R7

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