Saúde masculina em risco: especialista reforça necessidade de uma mobilização permanente sobre a importância da ida ao urologista a partir dos 45 anos

Publicado em

Cerca de 70% dos homens não costumam ir ao urologista realizar seus exames de rotina, segundo estudo do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR). O dado reflete uma realidade desafiadora no Brasil, sentida diariamente nos consultórios médicos. De acordo com o presidente da seccional amazonense da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cirurgião urologista Giuseppe Figliuolo, esse comportamento reforça a necessidade de uma mobilização permanente para conscientizar sobre a importância do acompanhamento médico, sobretudo a partir dos 45 – 50 anos, faixa etária em que aumentam os riscos para diversas doenças urológicas.
De acordo com o médico da Urocentro Manaus, entre as principais enfermidades que tendem a surgir com o avanço da idade estão:
•Câncer de próstata – o segundo mais comum entre homens no Brasil, podendo ser silencioso em seus estágios iniciais.
•Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) – crescimento da próstata que causa dificuldades urinárias e pode comprometer a qualidade de vida.
•Disfunção erétil – que pode estar associada a doenças cardiovasculares e metabólicas.
•Cálculo renal e infecções urinárias – que, quando não tratadas, podem evoluir para quadros graves.
Doutor em saúde pública, Figliuolo explica que, apesar de potencialmente graves, muitas dessas doenças têm altas chances de cura quando diagnosticadas precocemente e tratadas com a abordagem terapêutica adequada.
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda que homens a partir dos 50 anos consultem o urologista anualmente. Para aqueles com histórico familiar de câncer de próstata ou que pertencem a grupos de risco (como homens negros), a orientação é iniciar esse acompanhamento ainda mais cedo, a partir dos 45 anos.
Figliuolo defende que campanhas de saúde voltadas ao público masculino não devem se restringir a períodos específicos, como o Novembro Azul, mas sim, fazer parte de uma agenda contínua de mobilização social. “A prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico regular são as principais ferramentas para reduzir a mortalidade por doenças urológicas no Brasil”, destaca o especialista, que tem mais de 20 anos de experiência na área dá uro-oncologia.
Sinais não devem ser negligenciados
Sinais e sintomas como dificuldade para urinar, jato urinário fraco, presença de sangue na urina ou no sêmen, dor pélvica persistente, vontade frequente de urinar à noite, dor ou ardência ao urinar e disfunção erétil não devem, em hipótese alguma, ser negligenciados.
Giuseppe Figliuolo destaca que esses sintomas podem estar relacionados a doenças urológicas graves — incluindo câncer de próstata, infecções urinárias recorrentes, cálculos renais e distúrbios da bexiga — e precisam ser analisados e investigados por um urologista, garantindo diagnóstico precoce e tratamento adequado.
“É importante frisar que, atualmente, temos técnicas muito avançadas de tratamento, como as cirurgias minimamente invasiva e robótica, que proporcionam alto índice de eficácia e recuperação mais rápida, com menor risco de sequelas. O medo de ir ao urologista deve ser substituído pela consciência de que a manutenção da saúde é uma prioridade e deve ser tratada como tal. Quanto mais tarde o paciente demora s buscar ajuda, menores são as chances de sucesso no tratamento. Por isso, manter o check up médico em dia é essencial”, concluiu.
*Com informações da Assessoria/Foto: Assessoria 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

Com gol nos acréscimos, Vasco arranca empate do Flamengo no Brasileiro

Em duelo eletrizante no Maracanã, o Vasco arrancou o empate do Flamengo no...

Spirit Airlines cancela todos os voos nos EUA e encerra atividades após segunda falência

A companhia aérea de baixo custo em falência Spirit...

Como crise com Alcolumbre impacta fim da 6×1 e pautas do governo

A rejeição do ministro Jorge Messias para ocupar uma cadeira no...

“Enlouquecendo”: relato de Whindersson levanta alerta e mostra riscos

Um desabafo feito por Whindersson Nunes sobre os motivos que o...